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CNA Debate Seguro Rural em Seminário da OAB

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou ativamente do I Seminário de Direito de Seguros do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizado na última quinta-feira (20), em Brasília.

Durante o painel que abordou os desafios do mercado e a perspectiva dos produtores sobre o seguro rural, Guilherme Rios, assessor técnico da CNA, destacou as dificuldades enfrentadas no acesso ao seguro rural, principalmente devido à escassez de ofertas e aos altos custos, exacerbados pela ausência do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

“Estamos no terceiro ano consecutivo de redução da área coberta pelo seguro rural no Brasil, precisamente num período marcado por grandes desafios climáticos,” afirmou Rios.

Dados fornecidos pela FenSeg e pelo Ministério da Agricultura revelam que, em 2023, a área agrícola segurada sem o PSR foi de 5,11 milhões de hectares, enquanto a área segurada com o programa atingiu 6,25 milhões de hectares, totalizando 11,36 milhões de hectares, ou 16% da área total do país.

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Rios também abordou as recorrentes quebras de safra de grãos, agora não mais restritas a regiões específicas, mas espalhadas devido a anomalias climáticas, como excesso ou falta de chuvas. “O intervalo entre os fenômenos El Niño e La Niña tem se estreitado, sugerindo uma maior frequência de ambos, com menos períodos de neutralidade,” explicou.

Ele ressaltou ainda a concentração dos recursos do seguro rural, com muitos produtores das regiões Norte e Nordeste enfrentando dificuldades para acessar ferramentas de gestão de risco, enquanto a maioria dos recursos se concentra nas regiões Sul e Centro-Oeste. No ano passado, por exemplo, a área segurada no Paraná foi de 1,8 milhão de hectares, comparada aos 15 mil hectares no Maranhão. “É crucial garantir um volume de recursos suficiente para desenvolver o mercado sem desamparar outras regiões,” enfatizou.

Também presente no painel, a presidente da Comissão de Direito Securitário do Conselho, Gaya Lehn Schneider, elogiou os esforços da CNA e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em garantir orçamentos adequados para o seguro rural e a gestão de risco dos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita da cana para produção de melado começa no Rio Grande do Sul e produtores aguardam maior rendimento das lavouras

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A colheita da cana-de-açúcar destinada à produção de melado já teve início na região administrativa de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O avanço da safra ocorre em meio à expectativa dos produtores por melhores índices de produtividade e maior aproveitamento industrial da matéria-prima.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo, predominando a fase de alongamento do colmo. Esse estágio é considerado fundamental para o acúmulo de açúcares e para a definição do potencial produtivo da cultura.

Variedade Rachadinha atinge ponto ideal para colheita

Segundo a Emater/RS-Ascar, a variedade Rachadinha já alcançou o nível de maturação adequado para o corte. Com isso, duas agroindústrias instaladas no município de São Paulo das Missões iniciaram a colheita da safra atual para abastecer a produção de melado.

O início das atividades marca a abertura gradual da temporada de processamento da cana na região, importante para a geração de renda de produtores e agroindústrias familiares ligadas à cadeia produtiva.

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Produtores apostam em maior desenvolvimento das lavouras

Apesar do início da colheita em algumas áreas, grande parte dos produtores optou por adiar o corte. A estratégia busca garantir maior desenvolvimento das plantas, elevando o rendimento industrial e aumentando o volume de matéria-prima disponível para processamento.

A expectativa é que o prolongamento do ciclo permita melhores resultados tanto na produtividade por hectare quanto na qualidade da cana destinada à fabricação de melado e outros derivados.

Mercado mantém remuneração atrativa

Em relação aos preços, a Emater/RS-Ascar informa que os produtores da região estão recebendo, em média, R$ 136,63 por tonelada de cana-de-açúcar. O valor contribui para manter o interesse dos agricultores na atividade e reforça a importância econômica da cultura para diversos municípios do noroeste gaúcho.

Com a evolução das lavouras e o avanço gradual da colheita, a expectativa do setor é de uma safra com bom desempenho produtivo, favorecendo o abastecimento das agroindústrias e fortalecendo a cadeia da cana-de-açúcar voltada à produção de melado no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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