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PaulOOctavio anuncia lançamento de seis empreendimentos na cidade

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PaulOOctavio anuncia lançamento de seis empreendimentos na cidade
Redação GPS

PaulOOctavio anuncia lançamento de seis empreendimentos na cidade

A PaulOOctavio anunciou, nesta quinta-feira (20), o investimento de R$ 950 milhões para construir seis novos empreendimentos residenciais, localizados no Noroeste, Setor de Múltiplas Atividades Sul, Águas Claras, Guará e Samambaia. O anúncio foi feito no estande de vendas da Asa Norte, com a presença do CEO Paulo Octávio. A empresa espera alcançar um Valor Geral de Vendas (VGV) na ordem de R$ 1,073 bilhão só com estes produtos. A PaulOoctavio tem outros cinco canteiros de obras a pleno vapor.

Para chegar a este patamar, a empresa vem investindo em um planejamento estruturado. “Temos lançamentos planejados até 2030. Ano que vem, quando fizermos 50 anos, teremos novo encontro para apresentar os lançamentos de 2025. Como empregamos muita gente, temos de ter organização, projetos, métodos e sequência. Do contrário, o custo empresarial fica muito alto” , detalhou.

“A empresa está em um momento maravilhoso e de profunda conexão com a cidade. Nossos clientes são fiéis e não temos tido problemas. Isso mostra a confiança na nossa marca. É fundamental preservá-la” , acrescentou o CEO.

Os recursos para tocar estas novas obras serão obridos em duas fontes. A principal alavancagem é própria. Mas há parcerias com um banco. “Temos financiamento em três dos seis empreendimentos anunciados, todos com o BRB. Fica aqui nosos cumprimentos ao Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, e à diretoria do banco” , complementou.

Segundo Paulo Octávio, os lançamentos começaram em Samambaia, com o UP Resort. “Vendemos tudo em tempo recorde, o que mostra a eficiência e a competência da nossa equipe de vendas. Logicamente o preço foi competitivo e havia uma clientela importante em Samambaia” , revelou. Para o diretor de Arquitetura Comercial e Grandes Obras da PaulOOctavio, Ricardo Cerqueira, o sucesso deve-se a vários fatores. “Há décadas, fizemos lá o Residencial Weslian Roriz. Nessa nossa volta, lançamos um condomínio fechado, a 130m da estação de Metrô, com 563 unidades em quatro torres, com apartamentos um a três quartos e área variando de 30m² a 70m², além das coberturas lineares” , detalhou

Cerqueira também deu detalhes do segundo empreendimento que vai coordenar. “Será no Guará II, na QI 23, em conjunto com a FHE/Poupex. Terá duas torres, com apartamentos de 2 e 3 quartos, acesso eletrônico, vagas para todos os apartamentos e 15 itens de lazer” , contou. O lançamento será no sábado (22), no estande de Águas Claras.

“O último é no Setor de Múltiplas Atividades Sul (SMAS), perto da Leroy Merlin. Para o local, pensamos em um resort urbano, com valorização das áreas livres e lazer. Vamos acoplar uma praça com 15 mil m² com equipamentos e aberta à comunidade” , contou.

Já diretora de Arquitetura Residencial da PaulOOctavio, Gabriela Canielas, fez um resumo dos três projetos so sua responsabilidade. “A gente acabou de lançar o Residencial Edmond Baracat e seu decorado, na última projeção ainda não construída da quadra 311 do Noroeste. Ali são 4 suítes, a partir de 153m², e projeto da DÁvila Arquitetura” , destacou.

“Em setembro, vamos trazer para o mercado um residencial em Águas Claras, com apartamentos de 3 e 4 quartos em duas torres, com diferenciais exclusivos na parte de lazer e apartamentos de 89m² a 400m², com projeto da Estrela Arquitetura. Por último, em novembro, novamente no Noroeste, será a vez de homenagear Marianne Peretti. É um empreedimento exclusivo, com apenas 24 unidades, que variam de 270m² a quase 500m², com amplas janelas e piso em quartzito. Uma joia e uma grande oportunidade para o mercado do Noroeste” , acrescentou.

Vender estes novos produros será tarefa do diretor comercial da PaulOOctavio, Fabio Kertenis Mendes. Recém-chegado de São Paulo, ele destacou a quualidade de vida brasiliense. “Eu levava duas horas para me locomover diariamente e hoje gasto sete minutos para chegar ao trabalho” , disse.

“Percebi que o consumidor daqui é fiel e comprador. Estamos com a meta de vendas, que é de R$ 400 milhões, praticamente batida, já com R$ 310 milhões vendidos. A empresa está com bons projetos, boas localizações e produtos icônicos, trazendo gentileza urbana para a cidade de Brasília” , finalizou Fábio.

Segundo Paulo Octávio, a tarefa será cumprida respeitando o padrão ético da empresa. “É importante, neste momento, reforçar nosso compromisso com Brasília: construir bons imóveis, de acordo com projetos aprovados e só em terrenos adquiridos junto à Terracap. Nenhum foi transformado. Todos estão com sua destinação original” , afirmou.

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Inovação a caminho
O CEO das Organizações PaulOOctavio também anunciou, na entrevista, os primeiros passos da modernização dos processos nos canteiros de obras. A partir desta nova leva de lançamentos, os projetos e plantas serão feitos em BIM (Building Information Modeling). “É uma forma de planejar melhor a obra e obter um aspecto tridimensional do empreendimento. Isso fará com que nossos engenheiros tenham de se aperfeiçoar no sistema. Em breve, os mestres de obras estarão trabalhando com iPads. Isso vai nos dar mais segurança e um acompanhamento mais efetivo dos nossos trabalhadores” , contou.

“Tenoclogicamente, a construção civil ainda está atrasada em relação a outros segmentos da indústria. Utilizamos mão de obra sem tanta qualificação. Mas somos responsáveis por abrigar um grande contingente de trabalhadores. Na PaulOOctavio, são quase 5 mil pessoas nesta área, atuando como carpinteiros, pedreiros, serventes e pintores, entre outras funções. Vamos preparar a empresa e estes trabalhadores para os novos tempos” , assegurou.

Com o uso de inteligência artificial, o setor caminha para uma robotização , como mesmo admite Paulo Octávio. “Há certos serviços na construção civil que podem ser robotizados e devemos caminhar, no futuro, neste sentido. A China está avançando muito no uso da tecnologia na construção civil” , apontou.

“Mas há um lado da robotização que me preocupa, que é o desemprego. A gente quer ser pioneiro na inovação e tecnologia, por ser o caminho. Cada obra nossa dura três anos. Dá para fazer em tempo menor e por custo menor, mas preocupamo-nos em reposicionar as pessoas” , afirmou.

Um dos grandes empregadores da capital, Paulo Octávio prevê que estes novos empreendimentos vão criar cerca de mil postos de trabalho. “Só neste ano já contratamos mais de 500 pessoas, fora terceirizados de 120 empresas com as quais temos contratos. E é difícil quantificar este volume de empregos gerados” , comentou.

“Nós temos procurado incentivar os trabalhadores a evoluir. Isso começou ainda nos anos 1990, com o programa de alfabetização dos operários. Hoje, a preocupação é com a ascensão dos operários. Muitos começam como serventes e vão progredindo nas obras e vamos aumentando os salários de acordo com a qualificação e produtividade. A construção civil é árdua e nossa dificuldade está em formar e manter trabalhadores mais qualificados. Por isso, o salário destes operários qualificados é mais alto” , finalizou.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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