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CAU-DF critica aprovação do PPCUB pela Câmara Legislativa

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CAU-DF critica aprovação do PPCUB pela Câmara Legislativa
Emanuelly Fernandes

CAU-DF critica aprovação do PPCUB pela Câmara Legislativa

Nesta quinta-feira (20), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU-DF) emitiu uma nota pública sobre a aprovação do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). O projeto foi aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) na quarta-feira (19).

O CAU-DF declarou que “a aprovação da lei, sem a devida discussão e análise técnica, foi, na visão do Conselho, equivocada”. Para o Conselho, a aprovação precipitada do projeto sem a participação social e uma análise técnica cuidadosa compromete um “desenvolvimento urbano justo e sustentável, conforme os princípios estabelecidos pela Constituição Federal”.

Além disso, o CAU-DF criticou o método de aprovação do projeto, que teve as emendas votadas em blocos, dificultando uma análise técnica aprofundada. O Conselho também destacou a ausência de um texto final antes da votação. “O projeto foi aprovado sem nem mesmo ter sido apresentado o texto final”, afirmou a nota.

Confira a nota na íntegra:

O que é o PPCUB?

O Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) é um projeto que estabelece regras sobre o que pode ser feito na área tombada da capital federal.

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O projeto, de autoria do governo do Distrito Federal (GDF), foi enviado para análise da CLDF após 15 anos de discussões sobre as regras. O texto passou por cinco comissões antes de ser levado à votação no plenário, onde foi aprovado em primeiro e segundo turno, com 18 votos a favor e seis contra. Todos os 24 deputados distritais participaram da votação do PPCUB.

Principais mudanças

As mudanças aprovadas no Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) incluem a criação de lotes nos Setores de Clubes Norte e Sul e alterações no traçado do W2 Sul. No Noroeste, haverá a desconstituição de lotes, mesmo em áreas de relevante interesse ecológico.

Nos Setores de Embaixadas Norte e Sul, será permitida a construção de comércios varejistas que vendam alimentos, bebidas e cigarros, além de lojas de materiais de construção. O Setor Hoteleiro Norte e Sul terá autorização para a construção de prédios mais altos, com hotéis mais baixos podendo chegar a 35 metros de altura, aumentando de três para 12 andares.

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No final da Asa Sul, será liberada a construção de lojas, restaurantes e um camping no gramado próximo ao viaduto da L4 Sul. Já nas Quadras 700 e 900 Sul e Norte, haverá a possibilidade de construção de pousadas, apart-hotéis, hotéis e motéis.

Deputados que votaram a favor do PPCUB

  1. Hermeto (MDB)
  2. Pepa ( PP )
  3. Daniel Donizet (MDB)
  4. Eduardo Pedrosa ( União Brasil )
  5. Doutora Jane (MDB)
  6. Iolando (MDB)
  7. Joaquim Roriz Neto (MDB)
  8. Jorge Vianna ( PSD )
  9. João Cardoso ( Avante )
  10. Martins Machado ( Republicanos )
  11. Pastor Daniel de Castro (PP)
  12. Robério Negreiros (PSD)
  13. Rogério Morro da Cruz (PRD)
  14. Thiago Manzoni ( PL )
  15. Wellington Luiz (MDB)
  16. Roosevelt (PL)
  17. Jaqueline Silva (MDB)
  18. Paula Belmonte ( Cidadania )

Deputados que votaram contra o PPCUB

  1. Gabriel Magno (PT)
  2. Ricardo Vale (PT)
  3. Dayse Amarilio ( PSB )
  4. Max Maciel ( PSol )
  5. Fábio Felix (PSol)
  6. Chico Vigilante (PT)

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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