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Mercado Brasileiro de Milho Deve Permanecer Estável

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Nesta terça-feira, o mercado brasileiro de milho deverá apresentar pouca alteração nos preços. Consumidores permanecem tranquilos quanto aos estoques e aguardam uma possível queda nas cotações. Enquanto isso, os produtores, mesmo avançando na fixação de ofertas, mostram-se cautelosos. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta, enquanto o dólar registra queda frente ao real.

Cenário Nacional

O início da semana foi marcado por um ambiente de negócios travado no mercado brasileiro de milho. Os produtores estão ajustando suas ofertas em várias regiões do país, com preços mais baixos observados em estados como São Paulo e Paraná. Por outro lado, os consumidores estão retraídos nas negociações, confiantes no abastecimento e apostando na queda dos preços com o avanço da colheita da safrinha.

  • Porto de Santos: R$ 62,50/65,00 por saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá: R$ 62,00/65,00 por saca (CIF)
  • Paraná (Cascavel): R$ 54,00/56,00 por saca
  • São Paulo (Mogiana): R$ 55,00/57,00 por saca
  • Campinas (CIF): R$ 60,00/62,00 por saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 64,00/65,50 por saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 53,00/54,00 por saca
  • Goiás (Rio Verde – CIF): R$ 48,00/50,00 por saca
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 41,00/43,00 por saca
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Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos de milho para entrega em julho de 2024 registram alta de 3,25 centavos, ou 0,73%, cotados a US$ 4,47 por bushel. O aumento é sustentado pela piora nas condições das lavouras nos Estados Unidos, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Segundo o USDA, até 16 de junho, 72% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes, 23% em situação regular e 5% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, esses números eram 74%, 21% e 5%, respectivamente.

Ontem, os contratos de milho para julho de 2024 fecharam a US$ 4,43 3/4 por bushel, uma queda de 6,25 centavos, ou 1,38%. A posição de setembro de 2024 fechou a sessão a US$ 4,50 por bushel, uma redução de 7,00 centavos, ou 1,53%.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registra uma baixa de 0,16%, cotado a R$ 5,4124. O Dollar Index apresenta uma leve valorização de 0,02%, alcançando 105,34 pontos.

  • Bolsas da Ásia: Xangai +0,48%, Japão +1,00%
  • Bolsas da Europa: Paris +0,67%, Frankfurt +0,23%, Londres +0,52%
  • Petróleo: O preço do barril do WTI para julho em Nova York é de US$ 80,53, uma alta de 0,24%
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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