AGRONEGÓCIO

Mercado do Café em Maio: Desempenho das Exportações Brasileiras em Alta

Publicado em

O Rabobank divulgou sua atualização mensal sobre o mercado do café, apresentando uma análise detalhada realizada por Guilherme Morya, analista setorial da commodity. O estudo destaca um aumento significativo nas exportações brasileiras de café durante o mês de maio, com perspectivas positivas para o restante do ano.

Principais Destaques:

  • Exportações em Maio: Em maio, o Brasil exportou aproximadamente 4,4 milhões de sacas de café, cada uma pesando cerca de 60 quilos. Este volume representa um aumento de 79,6% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
  • Crescimento no Acumulado do Ano: Nos primeiros cinco meses de 2024, as exportações totalizaram 20,7 milhões de sacas, marcando um crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2023.
  • Desempenho do Conilon/Robusta: O café conilon/robusta teve um desempenho excepcional, com exportações atingindo 868 mil sacas, um impressionante aumento de 559% em comparação a 2023.

Os resultados positivos são atribuídos à excelente colheita de 2023 e às previsões favoráveis para a safra de 2024, que devem manter o nível elevado de exportações. Além disso, as condições climáticas em maio, com chuvas abaixo da média nas regiões produtoras, favoreceram a atividade de colheita.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá entrega cadeiras de rodas a pacientes em reabilitação

Preços Internos:

  • Café Arábica: O preço médio do café arábica no mercado interno alcançou R$1.175 por saca, um aumento de 13% em relação ao ano passado.
  • Café Conilon: O café conilon registrou um preço médio de R$1.006 por saca, representando uma alta de 48% em comparação a 2023.

Esses dados refletem a robustez do mercado cafeeiro brasileiro, que continua a mostrar vigor tanto nas exportações quanto nos preços internos, impulsionado por colheitas favoráveis e uma demanda consistente.

Confira o material na íntegra

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço do algodão recua no mercado interno com demanda enfraquecida; USDA projeta estoques globais menores

Published

on

O mercado brasileiro de algodão encerrou mais uma semana sob pressão, refletindo o ritmo lento dos negócios e a retração da demanda da indústria têxtil. Com menor volume de negociações e compradores mais cautelosos, as cotações da pluma registraram novas quedas nas principais regiões produtoras do país.

De acordo com levantamento da Safras Consultoria, o enfraquecimento da demanda doméstica contribuiu para a redução dos preços tanto no mercado físico quanto nas indicações de compra para entrega futura.

Algodão registra queda nas principais praças de comercialização

Em Rondonópolis (MT), uma das principais referências do mercado nacional, a pluma foi negociada a R$ 3,97 por libra-peso, recuo de 1,23% em comparação com a semana anterior.

No mercado destinado à indústria, o interesse permaneceu concentrado em contratos de curto prazo. As indicações de compra para algodão colocado no CIF de São Paulo ficaram em torno de R$ 4,14 por libra-peso, queda de 2,36% frente aos R$ 4,24 por libra-peso observados na semana anterior.

Segundo analistas, a combinação entre demanda moderada e postura cautelosa dos compradores segue limitando uma recuperação mais consistente dos preços no mercado interno.

USDA mantém projeção para safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações para o balanço da fibra.

Leia Também:  Mercado de algodão brasileiro em março: Comercialização moderada e preços em declínio

A produção norte-americana de algodão para a temporada 2026/27 foi mantida em 13,3 milhões de fardos, mesmo volume projetado no relatório anterior. Para a safra 2025/26, a estimativa permanece em 13,9 milhões de fardos.

As exportações dos Estados Unidos também foram mantidas em 12,3 milhões de fardos para a próxima temporada, enquanto o consumo interno segue projetado em 1,6 milhão de fardos.

Apesar da estabilidade na produção e na demanda, os estoques finais dos EUA foram revisados para baixo, passando de 3,9 milhões para 3,7 milhões de fardos na safra 2026/27. Na temporada atual, os estoques são estimados em 4,2 milhões de fardos.

Estoques globais recuam e reforçam equilíbrio mais apertado

O relatório do USDA também aponta um cenário de redução dos estoques mundiais de algodão, fator que tende a oferecer suporte ao mercado internacional nos próximos meses.

A produção global para a temporada 2026/27 foi mantida em 116,04 milhões de fardos. Já o consumo mundial foi levemente revisado para cima, passando de 121,69 milhões para 121,76 milhões de fardos.

Com isso, os estoques finais globais foram reduzidos de 71,84 milhões para 71,13 milhões de fardos. Para a safra 2025/26, a previsão era de 76,63 milhões de fardos.

O resultado indica que o consumo global continuará superando a produção pelo segundo ano consecutivo, contribuindo para um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional da fibra.

Leia Também:  Oferta Equilibrada Mantém Preços da Carne Suína Estáveis
Brasil mantém posição de destaque entre os maiores produtores

Entre os principais países produtores, o USDA manteve inalteradas suas projeções para a temporada 2026/27.

A China deverá colher 33,5 milhões de fardos, permanecendo como a maior produtora mundial. A Índia segue com estimativa de 24 milhões de fardos, enquanto o Paquistão deverá produzir 5,1 milhões de fardos.

Para o Brasil, a projeção continua em 17,5 milhões de fardos, consolidando o país entre os principais fornecedores globais da fibra e reforçando sua crescente relevância no comércio internacional de algodão.

Mercado acompanha demanda e exportações

Apesar do cenário internacional indicar redução dos estoques globais, os agentes do setor seguem atentos ao comportamento da demanda, especialmente da indústria têxtil mundial, que continua sendo o principal fator de influência sobre os preços.

No mercado brasileiro, a expectativa é de que o ritmo das exportações e a evolução do consumo global sejam determinantes para definir o comportamento das cotações ao longo do segundo semestre.

Enquanto isso, o produtor acompanha um ambiente de preços mais pressionados internamente, mas sustentado por fundamentos globais que apontam para uma oferta mundial relativamente mais ajustada nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA