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Programa Leite Bom SC: Inicia Fase de Elaboração de Projetos para Financiamento Rural

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O Programa Leite Bom Santa Catarina entrou em operação, avançando para a fase de elaboração de projetos de financiamento de investimentos no meio rural. Por meio do Pronampe Leite SC e do Financia SC Leite, o programa oferece financiamentos e subvenções de juros aos produtores catarinenses. Os produtores já receberam orientações nos escritórios locais da Epagri, e agora se preparam para acessar os recursos que serão geridos pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR).

Lançado em abril pelo Governo de Santa Catarina, o Programa Leite Bom SC visa beneficiar diretamente ou indiretamente 22,2 mil produtores, com um apoio de R$ 300 milhões ao setor nos próximos três anos. A iniciativa inclui três ações principais: a suspensão de incentivos fiscais para a importação de leite e derivados, financiamentos para produtores e incentivos fiscais para a indústria leiteira.

Os programas Pronampe Leite SC e Financia SC Leite são executados pela SAR e Epagri, com o início do repasse dos recursos previsto para julho. A distribuição dos investimentos será proporcional ao número de produtores de cada município, com um total de R$ 150 milhões investidos ao longo de três anos, visando fortalecer a cadeia produtiva.

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“O leite representa 13,1% do valor da produção agropecuária estadual. Somos o 4º maior produtor nacional de leite, com 3,2 bilhões de litros por ano. Por isso, buscamos formas de incentivar toda a cadeia produtiva para manter a qualidade, ampliar os incentivos e potencializar a produção”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

O Pronampe Leite SC destina-se a investimentos na melhoria dos processos produtivos, incluindo melhoramento genético, benfeitorias, instalações, humanização do trabalho e qualidade do leite. Oferece uma subvenção de juros de 5% em financiamentos agropecuários, com um limite de R$ 100 mil e prazo de até oito anos para pagamento. O programa é direcionado aos produtores enquadrados no Pronaf e Pronamp, e estima-se que atenderá 5 mil produtores, com um apoio total de R$ 67,5 milhões, alavancando R$ 300 milhões na economia.

Já o Financia SC Leite, voltado para investimentos no sistema produtivo leiteiro por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), oferece empréstimos de até R$ 40 mil por produtor, sem juros e com subvenção de 30%. O prazo de pagamento é de cinco anos, e a estimativa é beneficiar 2,2 mil produtores, com um apoio total de R$ 82,5 milhões, destinando R$ 57,75 milhões ao fundo do setor leiteiro.

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Pacote de Ações do Programa Leite Bom SC

O Programa Leite Bom SC é composto por medidas do Governo do Estado divididas em três ações: a suspensão de incentivos fiscais, os financiamentos aos produtores e os incentivos fiscais para a indústria leiteira. Em abril, o Governo publicou um decreto suspendendo a concessão de incentivos fiscais na importação de leite e derivados, a partir de julho de 2025.

Adicionalmente, o Governo enviará um projeto à Assembleia Legislativa para garantir incentivos fiscais à agroindústria leiteira de Santa Catarina, ajudando a equacionar a competitividade do setor. Serão concedidos R$ 150 milhões de maneira escalonada após a aprovação da legislação pelos deputados estaduais: R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões no segundo e R$ 25 milhões no terceiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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