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Abertura Oficial da Megaleite 2024 em Belo Horizonte

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Na noite de ontem, 11 de junho, foi oficialmente aberta a 19ª edição da Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite (Megaleite) no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A cerimônia contou com a presença de diversas lideranças do agronegócio e do cenário político. Domício Arruda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, ressaltou a importância da pecuária leiteira para a economia nacional e os avanços recentes no setor.

“Estamos lançando novos índices e avaliações dentro do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando, que permitirão aos criadores selecionar vacas mais produtivas e sustentáveis. É uma tecnologia moderna e segura disponível para todos os criadores da raça”, destacou Arruda.

Durante a solenidade, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou o lançamento do programa Cemig Agro. Desenvolvida pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a iniciativa visa melhorar o fornecimento de energia e o atendimento aos produtores rurais mineiros. “Estamos criando um canal específico para atender os produtores rurais, tratando de problemas de instabilidade na rede, falta de energia ou qualquer outra dificuldade enfrentada nas propriedades rurais. É um investimento significativo da Cemig”, reforçou o vice-governador.

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Simões também anunciou a prorrogação, por mais 90 dias, da suspensão da concessão de benefícios fiscais às empresas importadoras de leite em pó de outros países. Com essa medida, essas empresas continuarão a pagar o ICMS de 18% na comercialização dos produtos importados.

O evento também foi marcado pela entrega do Mérito Girolando 2024, que homenageou personalidades que têm contribuído para o avanço do setor leiteiro. Entre os agraciados estavam o vice-governador Mateus Simões, o deputado federal Rafael Simões, o secretário de Estado de Agricultura de Minas Gerais, Thales Almeida Pereira Fernandes, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro, Evandro do Carmo Guimarães, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcos Vinícius Gualberto Barbosa da Silva, a professora da Universidade Federal de Santa Maria, Pamela Itajara Otto, o jurado da raça Girolando e ex-superintendente Técnico da Girolando, Celso Ribeiro Ângelo de Menezes, e os criadores Nelson Ariza, Getúlio Vilela de Figueiredo e Maurício Silveira Coelho.

Programação da Megaleite 2024

A Megaleite 2024 continua até sábado, com uma programação repleta de competições de animais, fazendinha, exposição de bovinos de várias raças leiteiras, leilões, reuniões e outras atrações. Nesta quarta-feira, ocorrerão reuniões da Subcomissão Permanente do Leite (Subleite), da Comissão Técnica de Pecuária de Leite, da FABB (Frente das Associações de Bovinos do Brasil), do Comitê Gestor do Fundo de Investimento do PMGG e dos núcleos conveniados ao Programa de Fomento da Raça Girolando.

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Além disso, haverá a palestra “Boas Práticas de Manejo em Criação de Bezerras Girolando”, ministrada por Marlucie Alves, no estande do Núcleo das Gerais. As competições de animais na pista de julgamento também terão início, e podem ser acompanhadas pelo público presente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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