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Fertilizantes se Tornam Mais Acessíveis: Índice de Poder de Compra Melhora pelo Segundo Mês Consecutivo

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O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) atingiu 0,97 em maio de 2024, representando uma redução de 2% em relação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado, quando o índice era 0,99. Essa queda sinaliza uma tendência positiva e destaca um momento propício para os produtores adquirirem fertilizantes, já que um índice mais baixo indica uma melhor relação de troca para o setor agrícola. Além disso, um planejamento eficiente que assegure a entrega dos fertilizantes no período correto ajuda a evitar problemas logísticos durante a época de plantio.

Em maio, os preços dos fertilizantes registraram um leve aumento de 0,2%, com uma demanda ativa elevando os preços do super fosfato simples (SSP) e cloreto de potássio (KCl). Por outro lado, os preços das commodities apresentaram uma queda de 1%, liderada pela cana-de-açúcar (-4%) e pelo algodão (-2%), enquanto o milho (+1%) e a soja (+5%) tiveram aumentos.

As chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul influenciaram os mercados de milho e soja, elevando seus preços devido às perdas de volume ainda não totalmente quantificadas. Nos Estados Unidos, o plantio foi afetado por chuvas em meados de maio, mas as boas perspectivas limitaram os aumentos de preços. As variações cambiais também foram consideradas no cálculo do índice, com o dólar apresentando uma oscilação positiva de apenas 0,2%.

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Atualmente, o mercado está atento ao plantio acelerado nos Estados Unidos, que segue com boas perspectivas, e à colheita da safrinha de milho no Brasil, que já alcançou cerca de 2% do volume esperado, com produtividades positivas no Mato Grosso.

O bom planejamento continua sendo crucial para evitar potenciais escassezes e acúmulos logísticos, especialmente devido ao balanço ajustado entre oferta e demanda de fertilizantes, principalmente o fósforo. A compra antecipada de insumos é essencial para garantir a estabilidade no período de plantio.

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Compreendendo o IPCF

O IPCF, divulgado mensalmente pela Mosaic Fertilizantes, mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas, utilizando como base o ano de 2017. Um índice mais baixo indica uma relação de troca mais favorável para os produtores. O cálculo do IPCF considera as principais lavouras brasileiras, incluindo soja, milho, açúcar, etanol e algodão.

Metodologia
  • Fonte dos preços dos fertilizantes: CRU, consultoria internacional.
  • Fonte dos preços das commodities: Média do mercado brasileiro, em dólar, conforme publicações da Agência Estado e CEPEA.
  • Índice de preços de fertilizantes: Inclui MAP, SSP, ureia e KCL, ponderados pelo uso no país.
  • Índice de preços das commodities: Inclui soja, milho, açúcar, etanol e algodão, ponderado pelo consumo de fertilizantes.
  • Ponderação cambial: 70% dos fertilizantes (custo) e 85% das commodities (receita).
  • Culturas analisadas: Soja, milho, açúcar, etanol (cana-de-açúcar) e algodão.
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Os dados referem-se a maio de 2024, e o índice é um importante indicador para os produtores planejarem suas compras e garantirem melhores condições no manejo agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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