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Embrapa Gado de Leite: Custos de Produção de Leite Sobem Acima da Média em Maio

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Após três meses consecutivos de queda, o custo de produção de leite registrou uma alta significativa em maio, de acordo com o índice ICPLeite da Embrapa. A elevação foi de 1,7%, interrompendo a tendência de deflação dos primeiros cinco meses do ano, que acumularam uma redução de 3,2%. Nos últimos doze meses, a queda foi de 3,5%.

Aumento Generalizado dos Custos

Em maio, todos os sete grupos que compõem o ICPLeite apresentaram elevação nos custos, com exceção de Mão de Obra e Minerais, que se mantiveram estáveis. Essa disseminação do aumento sugere que a fase de deflação pode ter chegado ao fim, indicando uma recomposição generalizada dos preços.

Os grupos com maior impacto na alta foram Energia e Combustível, com um aumento de 5,7%, e Qualidade do Leite, que subiu 2,8%. Os grupos Volumosos e Concentrado, com elevações de 2,3% e 1,8% respectivamente, também contribuíram significativamente devido ao seu peso no cálculo do índice. Sanidade e Reprodução teve uma variação positiva, mas abaixo da média de inflação dos custos do mês.

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Desempenho no Acumulado do Ano

Nos primeiros cinco meses de 2024, o ICPLeite/Embrapa ainda registra uma deflação de 3,2%. As principais quedas foram observadas nos grupos Concentrado (-11,6%), Volumosos (-0,8%) e Minerais (-0,8%). A Qualidade do Leite também registrou uma redução de 2,4%.

Em contrapartida, houve aumentos nos grupos Energia e Combustível (7,0%), Mão de Obra (5,7%) e Sanidade e Reprodução (3,8%).

Variação Anual dos Custos

No acumulado dos últimos doze meses, o custo de produção de leite apresentou uma queda de 3,5%. Os grupos de alimentação tiveram as maiores reduções: Minerais (-11,9%), Concentrado (-9,1%) e Volumosos (-6,9%). O grupo Qualidade do Leite também registrou uma variação negativa de 3,5%.

Por outro lado, os grupos Energia e Combustível (8,2%), Mão de Obra (5,7%) e Sanidade e Reprodução (5,8%) apresentaram aumentos significativos no período.

Flutuações em 2023

Ao longo de 2023, os custos de produção de leite experimentaram duas fases distintas. De junho de 2023 a janeiro de 2024, houve elevações contínuas, seguidas por três meses consecutivos de queda, atingindo em abril de 2024 o menor patamar dos últimos doze meses.

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Esse cenário de oscilações e a recente alta em maio sinalizam uma possível mudança de tendência nos custos de produção de leite, demandando atenção dos produtores para ajustes estratégicos em suas operações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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