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Delegacia do Lago Norte é entregue para a comunidade após reforma

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Delegacia do Lago Norte é entregue para a comunidade após reforma
Agência Brasília

Delegacia do Lago Norte é entregue para a comunidade após reforma

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha , inaugurou nesta sexta-feira (7) a reforma da 9ª Delegacia de Polícia Civil do Lago Norte, localizada na SHIN 3/5. Essa é mais uma delegacia entregue pelo Executivo local nos últimos cinco anos. Com um investimento de aproximadamente R$ 4,5 milhões, a unidade policial foi completamente reconstruída e ampliada, agora oferecendo melhores condições de trabalho aos servidores e de atendimento à população, com funcionamento 24 horas.

“A inauguração desta delegacia é um marco para o Lago Norte. A gente vem fazendo um trabalho de valorização das polícias Civil e Militar. Aqui em Brasília fazemos um combate – graças aos homens e às mulheres da polícia – muito importante contra o crime. Fico feliz de poder acompanhar esse trabalho e ladear com os policiais nessa luta incansável pela segurança pública do DF”, destacou o chefe do Executivo, ressaltando a importância da reforma para a segurança do DF.

O governador ainda afirmou que o GDF continuará trabalhando em prol da segurança. “Em tudo que for necessário para fazer nomeações, ampliar e melhorar as polícias, podem contar comigo. É uma alegria fazer essa inauguração que vai beneficiar tanto a população dessa cidade”, acrescentou.

Com instalações modernas e de acordo com as normas atuais de acessibilidade, a delegacia possui mais de 20 salas, entre seções de investigação, espaços para os servidores e áreas exclusivas e adaptadas para atender mulheres e crianças vítimas de violência, garantindo maior privacidade e segurança. Além disso, conta com um acesso reservado para atendimento de custodiados, o que evita a circulação de detidos pela unidade.

O delegado-chefe, Gerson de Sales, ressaltou que a reforma possibilitará um melhor acolhimento para a comunidade e servirá também como um incentivo para os servidores. “A reforma foi pensada em atender melhor todos que procuram a delegacia. Além disso, uma estrutura moderna motiva os servidores a prestarem um trabalho mais eficiente e de melhor qualidade para a sociedade”, destacou. Atualmente, trabalham na unidade policial 37 servidores.

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Mais segurança

Para os moradores, a reabertura da 9ª DP no endereço de origem e com novas instalações traz uma maior sensação de segurança para a comunidade. Pelo menos é o que espera o corretor de seguros e presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Hildebrando Lustosa. “Para a comunidade, é uma tranquilidade e, ao chegar, ter um ambiente arrumado e espaçoso é importante, porque aqui é um lugar onde a população vem em busca de solução. O espaço acolhedor dá para o morador mais segurança”, afirmou Lustosa.

O administrador do Lago Norte, Marcelo Ferreira, disse que a reforma era uma demanda dos moradores da região aguardada há mais de 20 anos. “A reforma da delegacia realmente pode dar conforto para quem está trabalhando e para quem também tem acesso à delegacia. Quando você dá qualidade de vida para os funcionários, o serviço também é qualidade para as pessoas da cidade, então é mais um presente do governo para o Lago Norte”, frisou.

O retorno da delegacia para o prédio reformado ainda traz economia para o governo, tendo em vista que o equipamento público funcionava em um prédio alugado no Setor de Habitações Individuais Norte (SHIN).

Ampliação do serviço

O delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal , José Werick, destacou as melhorias para a segurança da cidade. “Mais essa entrega retrata o comprometimento do nosso governador com a segurança do DF e com a população, entregando as condições de trabalho para que nós tenhamos resultados de excelência. Resultados que são mostrados a cada dia na redução das estatísticas criminais”, comentou.

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Desde 2019, diversas delegacias foram construídas ou estão passando por reformas no DF. As novas unidades estão alinhadas com o esforço do governo em ampliar o combate ao crime e, ao mesmo tempo, oferecer espaços com melhores condições de trabalho para os policiais.

Somente em 2023, foi anunciada a construção de quatro novas delegacias com investimentos de aproximadamente R$ 35 milhões. No início de maio, o GDF inaugurou a 35ª DP em Sobradinho II, com um aporte de R$ 10,5 milhões. Em Taguatinga Centro, a 12ª DP está com obras em andamento, com um custo aproximado de R$ 15 milhões. Outra unidade do Lago Norte, a 10ª DP, também passou por ampla reforma, orçada em aproximadamente R$ 5 milhões.

Outra benfeitoria muito esperada pela polícia é o novo Instituto Médico Legal (IML), localizado dentro do Complexo da PCDF, ao lado do Parque da Cidade. Ao custo de R$ 33,8 milhões, o novo prédio em construção é mais de três vezes maior que o atual. Terá cerca de 12 mil m² de área construída e oferecerá serviços essenciais, como cartório de registros públicos, atendimento de assistência social e central de captação de órgãos.

O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, apontou que todas essas entregas são resultado de ações de diversas áreas do governo. “Essa soma de esforços é o que nos permite essas entregas. Uma equipe de pessoas tem se debruçado no compromisso de deixar um Distrito Federal melhor em todos os aspectos e, certamente, em matéria de segurança pública”, avaliou.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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