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Empresas do RS sofrem perdas na produção de soja devido às enchentes

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A tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul há mais de trinta dias continua causando prejuízos significativos, especialmente na área da soja. Algumas empresas ainda enfrentam dificuldades operacionais devido aos desdobramentos das enchentes e à escassez de matéria-prima.

A Bianchini S/A – Indústria, Comércio e Agricultura, sediada em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, relatou à Safras News perdas tanto na produção de soja quanto de farelo devido às inundações. A empresa está avaliando os danos financeiros e buscando recuperar motores elétricos e estruturas danificadas na tentativa de retomar suas operações.

Segundo informações divulgadas pela própria Bianchini S/A em seu site, a unidade de Canoas tem capacidade para esmagar 800 mil toneladas de soja por ano e produzir 380 mil metros cúbicos de biodiesel. Além disso, possui capacidade de armazenamento de óleo, soja, biodiesel e glicerina.

Já a HT Nutri Alimentos Ltda, localizada em Camaquã, região centro-sul do estado, não foi diretamente afetada pelas enchentes, mas enfrentou sérios problemas devido ao desabastecimento de soja. Devido à interrupção das rodovias na região, a empresa ficou sem matéria-prima durante todo o mês de maio e ainda enfrenta dificuldades de abastecimento em junho.

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A HT Nutri Alimentos Ltda atua no processamento de soja para produção de proteínas de alimentação humana, atendendo frigoríficos em todo o Brasil e no mercado de exportação. A empresa utiliza apenas soja de alta qualidade, proveniente das regiões Centro-Oeste e Norte do país.

Embora tenha tentado adquirir soja localmente, a empresa encontrou dificuldades devido à baixa qualidade do produto, resultante dos danos causados pelas enchentes. Com capacidade de esmagamento de duas mil toneladas de soja por mês, a HT Nutri Alimentos Ltda estima perdas de vendas em torno de R$ 10 milhões até o momento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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