AGRONEGÓCIO

Crescimento no Confinamento de Bovinos: Censo e Desempenho Tecnológico

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A DSM-Firmenich, líder no segmento de Ruminantes com marcas reconhecidas como Tortuga® e FarmTell™, apresenta dados animadores sobre o setor de confinamento de bovinos de corte. Com base em sua análise de mercado, a empresa projeta um crescimento de 2,5% no confinamento para o ano de 2024, totalizando aproximadamente 7,379 milhões de animais no Brasil.

Tendência Crescente

O censo reflete uma tendência ascendente na pecuária intensiva, com um aumento notável de 3,9% no abate de bovinos no ano anterior. Walter Patrizi, gerente técnico de Confinamento para a América Latina da DSM-Firmenich, destaca a importância das tecnologias de nutrição para impulsionar os resultados zootécnicos e financeiros na atividade.

Distribuição Regional

Os estados líderes no confinamento de bovinos são Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Essa distribuição reflete as particularidades regionais da atividade, influenciadas por fatores diversos, conforme explica Patrizi.

Desempenho Tecnológico

Além dos dados do Censo, a DSM-Firmenich compartilha os resultados do Tour de Confinamento realizado em parceria com o Cepea/USP. Durante o tour, foram analisados os impactos zootécnicos e financeiros das tecnologias da empresa nos confinamentos.

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Resultados Promissores

Os resultados do tour revelaram um ganho médio de 7,95 arrobas por animal em 103 dias, com um retorno sobre o investimento de 6,69%. Thiago Carvalho, pesquisador do Cepea/USP, destaca a importância das tecnologias de ponta na dieta dos bovinos para o sucesso financeiro da atividade.

Benefícios das Tecnologias

As soluções da DSM-Firmenich demonstraram resultados impressionantes, incluindo um ganho médio de uma arroba a mais por bovino confinado. Além disso, essas tecnologias promovem maior eficiência alimentar, redução de problemas gastrointestinais e melhor adaptação dos animais ao ambiente de confinamento.

Compromisso com a Sustentabilidade

A DSM-Firmenich reforça seu compromisso com a sustentabilidade, tanto ambiental quanto econômica e social. As tecnologias desenvolvidas pela empresa visam não apenas aumentar a produtividade, mas também garantir o bem-estar animal e a viabilidade econômica dos produtores.

Pecuária de Precisão: Inovação Digital

A empresa está avançando no campo da Pecuária de Precisão, oferecendo soluções digitais integradas à nutrição e consultoria especializada. Essas tecnologias, representadas pela marca FarmTell™, estão revolucionando a maneira como os pecuaristas gerenciam suas fazendas, tornando-as mais lucrativas e sustentáveis.

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Expansão Global

Com mais de 6 mil fazendas utilizando suas plataformas digitais e mais de 15 mil usuários, a DSM-Firmenich planeja expandir seu portfólio de soluções para outros países da América Latina e além. Essa expansão visa levar os benefícios da Pecuária de Precisão para produtores em todo o mundo, impulsionando a eficiência e a sustentabilidade na produção animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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