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Crédito Rural no Espírito Santo atinge recorde histórico de R$ 6,4 bilhões

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A aplicação de crédito rural no Espírito Santo alcançou um recorde histórico de R$ 6,4 bilhões nos primeiros onze meses do ano-safra 2023/2024, registrando um crescimento de 29% em comparação ao mesmo período do ano-safra anterior. Esse avanço significativo é resultado do Plano de Crédito Rural lançado em julho de 2023 pelo Governo do Estado, em parceria com a União e diversas instituições financeiras, visando impulsionar o desenvolvimento agropecuário e fortalecer a economia rural.

No período de julho de 2023 a maio de 2024, foram realizadas 36,3 mil operações de crédito rural, um aumento de 23,5% em relação às 29,4 mil operações do ano anterior. Os dados, apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com base em informações do Banco Central, mostram um acréscimo de R$ 1,5 bilhão em relação aos R$ 4,9 bilhões aplicados entre julho de 2022 e maio de 2023.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou o esforço coletivo das instituições envolvidas para atingir esse resultado. “O crescimento registrado é fruto de uma ação articulada e organizada para estimular o desenvolvimento agropecuário e fortalecer a economia rural capixaba. Apesar da falta de recursos a taxas equalizadas pelo Governo Federal nos últimos meses, conseguimos alcançar um feito histórico para o Espírito Santo.”

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O Plano de Crédito Rural do Espírito Santo para a safra 2023/2024 envolve diversas instituições financeiras, como Banco do Brasil, Banestes, Caixa Econômica Federal, Sicoob, Banco do Nordeste e Sicredi. Esses bancos públicos foram responsáveis por 55% do crédito rural aplicado, somando R$ 3,5 bilhões, enquanto as cooperativas de crédito contribuíram com 28% (R$ 1,8 bilhão) e os bancos privados com 17% (R$ 1,1 bilhão).

Agricultura Familiar em Destaque

A agricultura familiar também teve um desempenho notável, com aplicações de crédito somando R$ 1,9 bilhão, um aumento de 43,1% em comparação aos R$ 1,3 bilhão do período anterior. Foram realizadas 25,9 mil operações para agricultura familiar, um crescimento de 27,1%. “A participação da agricultura familiar no crédito rural foi de 30% do valor total aplicado, representando 71% das operações, o que demonstra o dinamismo das pequenas propriedades rurais capixabas,” destacou Bergoli.

Modalidades de Aplicação do Crédito Rural

O crédito rural no Espírito Santo foi destinado a diferentes finalidades: investimento, custeio, comercialização e industrialização. As aplicações para custeio cresceram 14,8%, totalizando quase R$ 2,7 bilhões, enquanto os investimentos aumentaram 63,6%, chegando a R$ 2 bilhões. Na comercialização, houve um crescimento de 22,8%, totalizando R$ 1,6 bilhão, e na industrialização, o valor aplicado cresceu 8,7%, atingindo R$ 72,2 milhões.

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Em termos proporcionais, o custeio representou 41,8% do valor aplicado, seguido por investimento (31,5%), comercialização (25,5%) e industrialização (1,1%).

Desempenho das Operações

O número de operações de custeio reduziu ligeiramente em 0,6%, passando de 16.971 para 16.863. Por outro lado, as operações de investimento cresceram 58,3%, passando de 11.079 para 17.541. As operações de comercialização aumentaram 39,9%, passando de 1.372 para 1.919, e as operações de industrialização tiveram um acréscimo de 42,9%, passando de 14 para 20.

Esse desempenho histórico no crédito rural reforça o compromisso do Espírito Santo com o desenvolvimento sustentável e a modernização das atividades agrícolas, promovendo maior produtividade, qualidade dos alimentos e sustentabilidade econômica para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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