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Ibaneis sobe o tom e ataca a oposição: “Governos incompetentes”

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Ibaneis sobe o tom e ataca a oposição: “Governos incompetentes”
Caio Barbieri

Ibaneis sobe o tom e ataca a oposição: “Governos incompetentes”

O governador Ibaneis Rocha (MDB) subiu o tom, nesta terça-feira (4), após a pressão de políticos da oposição para que seja criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa ( CLDF ) para investigar a saúde pública do Distrito Federal.

Durante seu discurso em Taguatinga, o chefe do Executivo defendeu os investimentos realizados em sua gestão e chamou os governos anteriores de “incompetentes” e “desgraça”.

“Nós não podemos pegar problemas pontuais e transformá-los em problemas políticos, que é o que a gente vê: a tentativa de politização de uma questão tão importante como a questão da saúde no Distrito Federal. E aí parece que essa turma tem amnésia, eles esqueceram o que o PT fez à frente da saúde do Distrito Federal, com secretários presos, com desvio de recursos, esqueceram o que o Rollenberg fez, porque ele não fez nada pelo Distrito Federal, principalmente na área da saúde”, disparou.

Segundo Ibaneis, o período da pandemia também atrapalhou a gestão na área de saúde local. “Tivemos todo o atraso na cirurgia, nas eletivas, porque nós tivemos que virar a chave para atender a pandemia e tivemos agora uma grande crise da dengue no Distrito Federal. Então, isso tudo atrapalha o nosso sistema de saúde, enche os hospitais públicos, hospitais privados, mas a gente dá respostas a todo tempo, basta ver a quantidade de servidores que já foram contratados. Só nesse ano, você olha a quantidade, é muito maior a contratação na saúde do que em todos os governos que se passaram aqui no Distrito Federal”, emendou.

Ibaneis também anunciou a próxima etapa de investimentos na área da saúde, com o lançamento em breve da licitação para o Hospital de São Sebastião. Em tom de crítica, o governador mencionou um parlamentar do PT que teria questionado a importância da construção do hospital, afirmando que “esses incompetentes não vão voltar mais ao Governo do Distrito Federal”.

“Estamos fazendo um trabalho sério, um trabalho responsável. Hoje enviei à Câmara Legislativa um projeto de lei para a contratação de mais médicos, mostrando nosso compromisso em fortalecer o sistema de saúde do DF. A nomeação de 146 médicos, 20 enfermeiros e 21 técnicos de enfermagem, somadas às contratações feitas em abril, demonstram nosso empenho em melhorar a assistência à população”, afirmou o governador.

Ao longo de sua fala, o governador ressaltou os mais de R$ 50 bilhões investidos na saúde durante sua gestão e agradeceu o empenho dos servidores da área. Ibaneis ainda destacou os avanços em regiões como Vicente Pires, Taguatinga, Ceilândia e Sol Nascente, onde foram aplicados mais de R$ 2 bilhões em melhorias. “Tiramos a cidade da lama deixada por Rollemberg”, continuou.

Apesar das críticas, Ibaneis reforçou seu compromisso com a população e sua determinação em enfrentar os desafios. “Temos coragem de enfrentar os problemas. Isso é que valoriza a administração e valoriza o governo perante a população do Distrito Federal. Estamos unidos e trabalhando para garantir a vitória desse grupo político”, concluiu o governador.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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