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Após Explosão e Relatório do USDA, Café Apresenta Ajustes em Nova York e Londres

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Após encerrar o primeiro pregão da semana com valorização, o mercado futuro do café arábica está passando por ajustes de preços nesta terça-feira (4).

Por volta das 09h21 (horário de Brasília), o café arábica para entrega em julho de 2024 registrava uma queda de 50 pontos, sendo negociado a 226,05 cents por libra-peso. Os contratos para setembro de 2024 apresentavam uma baixa de 45 pontos, cotados a 225,05 cents/lbp, enquanto os de dezembro de 2024 caíam 60 pontos, negociados a 223,30 cents/lbp. Para março de 2025, a queda era de 75 pontos, com o preço fixado em 221,90 cents/lbp.

Em Londres, o café robusta também está sofrendo ajustes após dias de valorização. O contrato para julho de 2024 apresentava uma queda de US$ 37 por tonelada, negociado a US$ 4235. Para setembro de 2024, a queda era de US$ 17 por tonelada, com o preço fixado em US$ 4093. Os contratos para novembro de 2024 registravam uma baixa de US$ 19 por tonelada, valendo US$ 3934, enquanto os de janeiro de 2025 caíam US$ 16 por tonelada, negociados a US$ 3791.

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Esses ajustes ocorrem mesmo após o USDA estimar a safra brasileira em 69,9 milhões de sacas. O relatório americano prevê um aumento na produção de arábica e números próximos ao ciclo anterior para o conilon. Além disso, há preocupações persistentes sobre o impacto do La Niña nas principais regiões produtoras de café do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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