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Estratégias biológicas na agricultura: Novos caminhos para o controle de fitonematoides e aumento da rentabilidade na cultura da soja

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O manejo biológico emerge como uma promissora alternativa para o controle de fitonematoides na cultura da soja, trazendo consigo não apenas benefícios para a saúde das plantas, mas também um retorno econômico substancial para os produtores. Essa constatação foi apresentada durante um encontro técnico em Cuiabá pelo Engenheiro Agrônomo e pesquisador da Fundação MT, Paulo Souza.

De acordo com Souza, estudos recentes indicam um retorno econômico estimado entre 4 a 8 sacas por hectare, baseado em uma análise de dados compilados entre 2014 e 2024. Essa análise abrangeu experimentos realizados na Fundação MT, combinados com informações de publicações científicas. No entanto, o pesquisador ressalta a importância da escolha adequada dos produtos biológicos, enfatizando a necessidade de pesquisa e acompanhamento técnico especializado para garantir eficácia e retorno máximo.

A eficácia dos produtos biológicos, segundo Souza, varia conforme diversos fatores, como espécie de nematoide, características do solo, condições climáticas e práticas de manejo da cultura. Portanto, é crucial que os produtores avaliem cuidadosamente as necessidades específicas de suas lavouras antes de investir em soluções biológicas.

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O pesquisador também destaca a importância da compatibilidade entre produtos biológicos e outros insumos utilizados na agricultura, enfatizando que o retorno econômico só será maximizado se toda a cadeia de produção for considerada.

Os resultados dessa pesquisa foram apresentados durante o XXVI Encontro Técnico de Soja promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, reunindo mais de 600 participantes de diferentes estados do Brasil. Esse evento proporcionou uma plataforma para a troca de conhecimentos e experiências entre pesquisadores, especialistas e produtores, contribuindo para o aprimoramento das práticas agrícolas e o planejamento das safras futuras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção deve atingir 4 milhões de toneladas e recorde nas exportações

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O Brasil deve consolidar em 2025/26 uma produção de algodão próxima de 4 milhões de toneladas, segundo nova revisão da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), reforçando a posição do país entre os maiores fornecedores globais da pluma e ampliando a dependência do mercado externo para absorção do excedente.

O volume projetado reflete um avanço da produtividade, especialmente em Mato Grosso — responsável pela maior parte da produção nacional — e na Bahia, com o ciclo favorecido por condições climáticas mais regulares. O país mantém uma área cultivada estimada em pouco mais de 1,6 milhão de hectares, concentrada em sistemas de segunda safra integrados à soja e ao milho.

Do total produzido, mais de 70% do algodão brasileiro é destinado ao mercado externo, o que transforma as exportações no principal eixo de sustentação da cadeia. Em 2026, os embarques devem superar 3,3 milhões de toneladas, o que coloca o país novamente entre os líderes mundiais ao lado de Estados Unidos e Austrália.

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A receita gerada pelo setor acompanha o ritmo do volume exportado e das cotações internacionais. Nos últimos ciclos, o algodão brasileiro tem movimentado algo próximo de US$ 6 bilhões a US$ 8 bilhões por ano em exportações, variando conforme preço da pluma e custo logístico. O desempenho reforça o peso do produto na balança comercial do agronegócio, especialmente em momentos de demanda aquecida pela indústria têxtil asiática.

A Anea também revisou para cima as projeções de safra para o ciclo seguinte, agora estimado em 3,96 milhões de toneladas em 2026/27. A entidade atribui o ajuste à combinação de preços ainda atrativos no mercado internacional e estabilidade relativa nos custos de produção, sobretudo fertilizantes, que vinham pressionando margens em anos anteriores.

Para o médio prazo, o setor projeta manutenção de patamares elevados de exportação, com volumes acima de 3 milhões de toneladas anuais, sustentados pela competitividade do algodão brasileiro em produtividade e escala.

Se confirmados os números, o país deve repetir um dos maiores ciclos da história recente do algodão, com forte dependência do comércio externo e crescente centralidade de Mato Grosso na formação da oferta nacional.

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Fonte: Pensar Agro

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