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Fazenda Inova e Multiplica Produtividade por Dez

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Com os preços das terras em alta no Brasil, a intensificação da produção se tornou essencial para as fazendas mais produtivas do país. Essa estratégia, que envolve fazer mais com menos, melhora resultados operacionais e traz benefícios ambientais e de bem-estar animal. Esse movimento, impulsionado por novas lideranças do setor, está transformando a pecuária brasileira.

Um exemplo marcante dessa tendência foi apresentado em 10 de maio, durante a terceira etapa do 11º Simpósio Nutripura, na Fazenda São Valentim, em Pontes e Lacerda (MT). O evento, que reuniu mais de 350 participantes, incluindo produtores, gerentes, estudantes e jornalistas, demonstrou como a intensificação e a adoção de novas tecnologias podem revolucionar o agronegócio.

Operada pelo Grupo Agrolina, a Fazenda São Valentim tem uma longa história na criação de gado de corte. Com 1.300 hectares, a fazenda trabalhava até 2020 de forma extensiva, com capacidade para 2.500 animais em regime de recria a pasto. A partir de então, iniciou um processo de intensificação com planejamento, melhoria dos solos e inovação tecnológica. Os resultados foram notáveis.

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Atualmente, a São Valentim opera em ciclo completo, com 4.500 animais em 700 hectares de pasto, muitos deles adubados. Outros 600 hectares, anteriormente degradados, foram convertidos para lavouras temporárias de milho para recuperação do solo, retornando à pecuária nas próximas safras. Em menos de cinco anos, a produtividade saltou de sete para 70 arrobas por hectare.

Os benefícios ambientais também são expressivos. Na safra 22/23, a pegada de carbono da São Valentim foi de 12,7 quilos de CO2 equivalente por quilo de carcaça, muito abaixo da média nacional de 30 kg. A meta para a próxima safra é reduzir esse número para 7,7.

“A parceria com a Nutripura foi crucial neste processo. Eles nos ajudaram em todos os aspectos do planejamento da safra, acompanhamento diário, relatórios, controle financeiro e velocidade de informação”, afirma Igor Rocha, diretor agropecuário do Grupo Agrolina. “Nosso presidente vem da área industrial e gerenciamos a fazenda como uma empresa, focando na gestão e nos custos.”

A Fazenda São Valentim utiliza o pacote Canivete Intensificação Nutripura, que incorpora tecnologias inovadoras como o KonectPasto. Esse sistema, que utiliza Inteligência Artificial, auxilia no manejo das pastagens, proporcionando maior precisão nas estratégias de nutrição e suplementação animal.

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“O KonectPasto agilizou muito o nosso manejo. Posso acessar informações e imagens das pastagens em tempo real, o que facilita a tomada de decisões no momento certo”, explica Rocha.

Fundado pelo empresário Alberto Zuzzi, o Grupo Agrolina também atua em construção e hotelaria. No setor agropecuário, a sucessão está a cargo de sua filha Vittoria, de 27 anos, engenheira agrônoma formada pela Esalq-USP. Vittoria tem promovido a transformação na fazenda, conciliando produtividade, rentabilidade e sustentabilidade, com o apoio de executivos experientes e consultores externos.

“Não teríamos alcançado o que temos hoje sem o apoio da Nutripura”, afirma Vittoria Zuzzi. “O que mais se destaca é a capacidade de ouvir nossas necessidades e trabalhar junto para resolver qualquer problema que surgir”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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