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Ibovespa sinaliza pausa após cinco quedas consecutivas

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O Ibovespa demonstrou sinais de recuperação nesta sexta-feira, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. O mercado, carente de dados econômicos relevantes, viu-se movimentado pelo noticiário corporativo, com destaque para o acordo de codeshare entre as companhias aéreas Azul e Gol.

Por volta das 10h50, o Ibovespa apresentava um acréscimo de 0,28%, atingindo 125.077,8 pontos, embora ainda esteja no vermelho para o acumulado semanal, com uma queda de 2,4% até o momento. O volume financeiro negociado alcançava a marca de 2,4 bilhões de reais.

Economistas do Bradesco destacaram a influência do debate sobre o início do ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos nos mercados mundiais. O Federal Reserve, banco central norte-americano, tem provocado incertezas com declarações cautelosas, alimentando receios de um possível adiamento do primeiro corte de juros, tão esperado pelos investidores.

Enquanto isso, em Wall Street, o S&P 500 apresentava um desempenho positivo, com uma alta de 0,29%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA recuava para 4,4906%, comparado a 4,475% no dia anterior.

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Destaques do dia:

  • Azul PN: A companhia aérea teve um salto de 9,54% após anunciar um acordo de codeshare com a Gol, abrangendo mais de 150 destinos operados pelas duas empresas. A Gol PN, que não faz parte do Ibovespa e está em recuperação judicial nos EUA, também teve um aumento expressivo de 15,08%.

  • Petrobras PN: Registrando um aumento de 0,84%, a Petrobras teve aprovada a nomeação de Magda Chambriard como nova presidente-executiva, recebendo a missão de impulsionar os investimentos para tornar a empresa a principal geradora de emprego e renda no país.

  • Vale ON: Apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China, a Vale apresentou um avanço de 0,25%, impulsionada pelo desempenho semanal positivo. No mesmo setor, CSN ON teve uma valorização de 3,28%, enquanto Gerdau PN ganhou 1,73% e Usiminas PNA caiu 2,49%.

  • Itaú Unibanco PN e Bradesco PN: Enquanto o Itaú Unibanco caiu 0,09%, o Bradesco registrou um aumento de 0,54%.

  • Magazine Luiza ON: A empresa enfrentou sua quinta sessão consecutiva de queda, recuando 4,23%, após uma revisão de preço-alvo por parte do Citi, que cortou as previsões de vendas online e de lucro.

  • PagBank: Negociada em Nova York, a PagBank teve um avanço de 5,38% após reportar um crescimento de 33% no lucro líquido recorrente do primeiro trimestre, superando as expectativas dos analistas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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