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TRE-MT e TRT-MT firmam parceria para tratamento de denúncias de assédio eleitoral

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Com foco no combate ao assédio eleitoral entre empregadores(as) e trabalhadores(as), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região de Mato Grosso (TRT-MT) firmaram um acordo de cooperação técnica, nesta quinta-feira (23.05). O principal objetivo é tornar o processo de recebimento e tratamento das denúncias mais célere e com resposta mais efetiva, por meio da integração entre as Ouvidorias dos dois órgãos.

O acordo prevê que as notícias de assédio eleitoral identificadas no contexto das relações de emprego, recebidas por meio da Ouvidoria do TRT da 23ª Região, serão registradas pelo órgão, com posterior encaminhamento à Ouvidoria do TRE-MT, para análise e tratamento. A Justiça Eleitoral, por sua vez, analisará o caso e, de acordo com os procedimentos internos, fará o encaminhamento, se for o caso, às autoridades competentes, como Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público Eleitoral (MPE).

Durante a assinatura da parceria, a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destacou que o TRT da 23ª Região possui uma visão e conhecimento maior sobre o processo trabalhista, o que irá agregar muito nesse processo de recebimento e tratamento das denúncias. “Com tudo isso podemos, unidos, proteger essas pessoas que sofrem o assédio eleitoral e que se sentem sozinhas, coagidas e, muitas vezes, humilhadas. Esse acordo de cooperação busca a proteção ao cidadão e à cidadã, principalmente nas eleições municipais que se aproximam, ocasião em que frequentemente ocorrem as coações. Juntos, sempre podermos fazer algo melhor”.

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Da mesma forma, a presidente do TRT de Mato Grosso, desembargadora Adenir Carruesco, afirmou a importância de somar esforços em prol da defesa daqueles que mais precisam. “Geralmente, são as pessoas mais vulneráveis que estão mais sujeitas ao assédio, pois dependem daquele emprego para sustentar a família. Então, essa parceria com o TRE-MT nos deixa muito felizes, pois é uma forma de garantir a participação de forma livre nas eleições e a oportunidade de exercer seu direito de pertencimento da sociedade”.

Para o ouvidor eleitoral e juiz-membro do TRE-MT, Jackson Francisco Coleta Coutinho, essa sinergia entre os órgãos do Poder Judiciário é muito importante. “Agradeço muito à desembargadora Maria Beatriz, ouvidora do TRT, assim como a presidente, desembargadora Adenir, e a nossa presidente, desembargadora Maria Aparecida, por se disponibilizarem. “Esse acordo de cooperação é valioso para nós, porque temos um importante órgão nos ajudando a combater o assédio eleitoral, que é um tipo de abuso de poder. O intuito é que o cidadão ou cidadã esteja livre para escolher seu candidato ou candidata, de forma consciente”.

A ouvidora do TRT da 23ª Região, desembargadora Maria Beatriz Teodoro Gomes, endossou. “Quero destacar o vanguardismo do nosso Tribunal, que sempre esteve de portas abertas, porque temos uma missão maior que é a defesa do cidadão, para trazer equilíbrio nas relações. Hoje, inclusive, somos avaliados por essas parcerias, mas já fazíamos isso quando ainda nem se falava de ‘justiça multiportas’. Quando desenvolvemos algo que tem foco na coletividade e no ser humano, temos resultados efetivos”.

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Cooperação Judiciária

A tratativa foi iniciada em uma reunião realizada no dia 23 de abril deste ano, promovida pelo Núcleo de Cooperação Judiciária do TRE-MT. É importante destacar que todas as reclamações e denúncias de assédio eleitoral recebidas pela Ouvidoria do TRT serão encaminhadas com garantias de sigilo e seguindo procedimentos adequados. Para isso, o acordo de cooperação dispõe de cláusula na qual se compromete a cumprir a Lei n° 13.709/2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Resolução Administrativa n° 33/2022 e demais legislações aplicáveis à proteção de dados pessoais e privacidade.

Jornalista: Nara Assis

 

#PraTodosVerem: Foto que mostra a presidente do TRE-MT assinando o acordo de cooperação técnica, que está apoiado em um púlpito transparente. Ela é uma mulher branca, está vestindo uma blusa e terno na cor laranja, usa óculos e tem os cabelos castanhos lisos na altura dos ombros. Atrás dela, tem uma parede branca e mais à esquerda, três bandeiras, sendo duas em destaque que são do Brasil e de Mato Grosso. Ao longo do texto, tem outra foto que mostra a presidente do TRT em primeiro plano, assinando o acordo. Ela é uma mulher negra, com cabelos presos e usa vestido na cor laranja, e a presidente do TRE-MT aparece em segundo plano. Ao final, tem uma foto com todos os presentas na assinatura, de pé.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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