AGRONEGÓCIO

Desempenho exportador das carnes no primeiro decêndio do mês de maio

Publicado em

Atuando normalmente como indicadores das tendências do mês, desta vez os dados semanais da SECEX/MDIC relativos às exportações das carnes bovina, suína e de frango perderam sua característica sinalizadora. Porque, com a tragédia climática que continua afetando o Rio Grande do Sul, os números atuais – sobretudo os relativos às carnes suína e de frango – devem sofrer significativas alterações.

Assim, ainda que os resultados das duas primeiras semanas do mês (1 a 11 de maio, sete dias úteis) sejam promissores, tornou-se impróprio projetá-los para os 21 dias úteis de maio corrente.

De toda forma, chama a atenção o fato de – transcorrido (em termos de dias úteis) apenas um terço do mês – os embarques das carnes bovina e de frango já representarem mais de 40% do total registrado há um ano.

Por outro lado é motivo de alerta o retrocesso generalizado no preço médio das três carnes. Embora ainda negativos, em abril passado ou mesmo na média do primeiro quadrimestre de 2024, os índices de redução foram inferiores a dois dígitos. No momento se encontram acima dos 10%.

Leia Também:  Suplementação Proteica Otimiza Desempenho e Rentabilidade dos Bovinos Durante a Estiagem

Tendências mais acuradas – de volume e de preço – serão obtidas dentro de uma semana, quando forem divulgados os resultados da corrente semana, a terceira do mês de maio.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Epagri desenvolve tecnologias para combater a Mancha de Glomerella na macieira e reduzir uso de fungicidas em SC

Published

on

Santa Catarina, maior produtor de maçã do Brasil, intensifica investimentos em pesquisa para enfrentar uma das principais ameaças à produtividade dos pomares: a Mancha Foliar de Glomerella. A doença fúngica, que atinge especialmente a variedade Gala durante o verão, provoca queda precoce das folhas, compromete o desenvolvimento das plantas e impacta diretamente a rentabilidade dos produtores.

Nesse cenário, a Epagri, por meio da Estação Experimental de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, conduz estudos voltados ao desenvolvimento de soluções mais eficientes e sustentáveis para o controle da doença.

Pesquisa busca novas moléculas e tecnologias de aplicação no campo

As equipes técnicas da Epagri trabalham na identificação de novas moléculas com potencial de controle da Mancha de Glomerella, além da avaliação de fungicidas protetores já existentes e de novas formulações para uso em campo.

Paralelamente, os pesquisadores testam tecnologias de aplicação, como atomizadores e pulverizadores de torre, com o objetivo de reduzir o volume de calda aplicado e melhorar a cobertura nos pomares, aumentando a eficiência das pulverizações e reduzindo desperdícios.

Leia Também:  Expominerio 2025 destaca o Brasil como potência global da mineração

Segundo o engenheiro-agrônomo e pesquisador Claudio Ogoshi, a doença representa um dos principais desafios da fruticultura brasileira devido ao impacto direto na produtividade e nos custos de produção. A expectativa é que os resultados das pesquisas possam ser incorporados ao manejo dos pomares, tornando a atividade mais sustentável e economicamente viável.

Estudo genético busca resistência duradoura em novas cultivares

Além das soluções químicas e tecnológicas, a Epagri também aposta no melhoramento genético como estratégia de longo prazo. A pesquisa envolve a identificação de genes associados à resistência à doença, com foco na análise transcriptômica de macieiras resistentes.

Essa técnica permite mapear a expressão de genes ativados durante o ataque do fungo, oferecendo uma visão detalhada dos mecanismos naturais de defesa da planta. O objetivo é ampliar a base genética de resistência atualmente utilizada, considerada limitada por depender de poucos genes.

De acordo com o engenheiro-agrônomo e pesquisador Marcus Vinícius Kvitschal, a meta é identificar múltiplos genes de resistência e incorporá-los em novos cultivares por meio de melhoramento convencional, com cruzamentos e seleção de plantas mais resistentes.

Leia Também:  Chuvas estabilizam produtividade do milho nas regiões da Cocamar no Paraná
Objetivo é reduzir custos e impacto ambiental na produção

A expectativa dos pesquisadores é desenvolver cultivares de macieira com resistência mais duradoura à Mancha de Glomerella, reduzindo a necessidade de aplicações frequentes de fungicidas — hoje um dos principais desafios do setor produtivo.

Com isso, o sistema produtivo tende a se tornar mais eficiente, com menor custo de produção e menor impacto ambiental, já que a dependência de defensivos químicos pode ser significativamente reduzida.

Para os pesquisadores, a resistência genética é considerada a forma mais eficiente, econômica e sustentável de controle da doença, especialmente diante da agressividade e da dificuldade de manejo da Mancha de Glomerella nos pomares brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA