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Tenniscore: tendência é impulsionada pelo filme ‘Rivais’

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Tenniscore: tendência é impulsionada pelo filme ‘Rivais’
Beatriz Lima Leal

Tenniscore: tendência é impulsionada pelo filme ‘Rivais’

Tenniscore sim, mais um ‘core’ para a conta. O filme ‘ Rivais ‘, estrelado por Zendaya, tem a temática em torno do esporte, e tem impulsionado uma nova tendência: Tenniscore, ou seja, trazer elementos da vestimenta de tenistas para o cotidiano.

Com figurinos assinados por Jonathan Anderson, diretor artístico da Loewe , não foi difícil já querer um look nas primeiras cenas do filme. O esporte que surgiu na alta sociedade da Europa no final do século XIX tem conquistado mais adeptos, seja pela própria prática, seja pelos trajes.

As codificações de vestuário, muito marcantes, foram estabelecidas pelos ingleses e têm resistido ao tempo, especialmente no caso do torneio de Wimbledon, que introduziu a exigência de trajes brancos em seus regulamentos em 1963.

À medida que a moda busca maneiras de capturar a essência de diferentes atividades e seus valores, é natural que se inspire nos códigos estilísticos associados a elas. No caso dos esportes, a roupa se torna uma forma imediata e poderosa de expressar a paixão e o compromisso com uma determinada atividade, e foi assim que surgiu a Tenniscore.

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Essa tendência teve seus primeiros sinais na temporada de outono-inverno 2022, quando a Miu Miu trouxe minissaias plissadas e camisetas polo para a passarela. No verão do mesmo ano, a Miu Miu inaugurou o Miu Miu Tennis Club em Saint Tropez e Nova York. Em seguida, na primavera-verão de 2023, a Celine lançou uma coleção cápsula totalmente voltada ao tênis.

Miu Miu outono-inverno 2022 ready-to-wear
(Foto: cortesia)

Miu Miu outono-inverno 2022 ready-to-wear
(Foto: cortesia)

Miu Miu Tennis Club Nova York
(Foto: cortesia)

Miu Miu Tennis Club Nova York
(Foto: cortesia)

Miu Miu Tennis Club Saint Tropez
(Foto: cortesia)

Miu Miu Tennis Club Saint Tropez
(Foto: cortesia)

Celine La Collection Tennis
(Foto: Hedi Slimane)

Celine La Collection Tennis
(Foto: Hedi Slimane)

Celine La Collection Tennis
(Foto: Hedi Slimane)

As irmãs Williams, desde cedo, desafiaram os códigos estabelecidos e defenderam uma maior inclusão na indústria. O macacão pós-parto preto usado por Serena em Roland-Garros em 2018 e seu tutu desenhado por Virgil Abloh no mesmo ano são exemplos marcantes dessa postura.

Serena Williams usando macacão no French Open Roland-Garros em 2018
(Foto: reprodução/Getty Images)

Serena Williams vestindo tutu desenhado por Virgil Abloh
(Foto: reprodução/AFP)

Na turnê de promoção do filme ‘Rivais’, Zendaya usou diversos looks que se encaixam na tendência Tenniscore. O mais comentado nas mídias sociais é o look desenhado por Jonathan Anderson, com scarpins de bola de tênis.

Zendaya veste Custom Loewe
(Foto: Ernesto Ruscio/Getty Images)

Zendaya veste vintage Thierry Mugler
(Foto: Raymond Hall/GC Images)

Zendaya veste Ralph Lauren outono-inverno 1992
(Foto: Stefania D’Alessandro/Getty Images)

Zendaya veste Brunello Cucinelli fall/winter 2024
(Foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Zendaya veste Custom Thom Browne e joias Bulgari
(Foto: Justin Tallis/Getty Images

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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