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Mercado da Soja: Leves Altas em Chicago Seguem Tendência do Óleo após Queda

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Após uma queda acentuada na sessão anterior na Bolsa de Chicago, os futuros do óleo de soja mostram sinais de recuperação nesta quarta-feira (15), com um aumento de pouco mais de 0,5% entre as posições mais negociadas. O mercado continua atento às políticas do governo Joe Biden nos EUA, especialmente em relação à taxação do óleo de cozinha importado pela China. Além disso, há expectativas em torno dos dados que a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) irá divulgar, incluindo os números de processamento de soja em abril e os estoques atualizados de óleo.

Nesse contexto, o mercado de soja em grão também apresenta uma recuperação, recuperando as perdas da sessão anterior e registrando ganhos de 5 a 6,25 pontos nos principais vencimentos hoje. O contrato de julho está cotado a US$ 12,24 por bushel, enquanto o de agosto alcança US$ 12,10 por bushel.

Embora o clima nos EUA, um dos principais fatores influenciadores das cotações, seja constantemente monitorado, ele não apresenta ameaças significativas no momento, estando dentro da normalidade e favorecendo o bom andamento do plantio no país.

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De acordo com o analista de mercado Ronaldo Fernandes, da Royal Rural, a tendência é que o mercado de Chicago permaneça lateralizado até junho. Isso deve refletir nos preços no Brasil, com uma estabilidade esperada nesse período. Fernandes destaca que não há, no momento, fatores que indiquem uma queda drástica nos preços, pelo menos até junho, quando a colheita nos EUA poderá exercer pressão adicional, e o mercado nos portos brasileiros começará a se voltar mais para o milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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