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Embrapa apresenta inovações para cadeias produtivas na Agrotins 2024

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A Embrapa está mais uma vez presente na Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins, a Agrotins 2024, que ocorre em Palmas entre 14 e 18 de maio. A empresa apresentará inovações e resultados de pesquisas que têm impacto em várias cadeias produtivas, como aquicultura, mandioca, soja, gergelim, arroz e pecuária. Durante os cinco dias de evento, visitantes poderão conferir essas novidades e conhecer as tecnologias desenvolvidas para melhorar a eficiência e a sustentabilidade do agronegócio.

Uma das tecnologias em destaque é a câmara de termoterapia para controle sanitário de mudas de mandioca. Desenvolvida pelo Centro Internacional para Agricultura Tropical (Ciat), na Colômbia, e aprimorada pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, esta tecnologia proporciona plantas de mandioca de alta qualidade fitossanitária, livres de vírus, bactérias e outros patógenos. A câmara é uma estufa de aço galvanizado, equipada com sistemas automatizados de controle de temperatura, para garantir um ambiente seguro para o tratamento térmico das plantas.

Outra inovação que será apresentada é a maquete de aquicultura em tanques-rede, um dos sistemas mais usados no país e que tem grande potencial de expansão em águas da União, como em reservatórios de usinas hidrelétricas. A Embrapa também mostrará uma maquete de uma propriedade rural especializada em piscicultura, ressaltando aspectos importantes para o sucesso da atividade. Óculos de realidade virtual permitirão que os visitantes explorem conceitos-chave para a aquicultura, como qualidade da água e sanidade de peixes.

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No setor de soja, a tecnologia de coinoculação e as doenças que afetam a cultura serão discutidas no estande da Embrapa. A mitigação da seca por meio de bactérias benéficas é outra inovação que será apresentada. Já no campo do arroz, a Embrapa apresentará a nova variedade BRS A 709, uma opção para os produtores do Tocantins com potencial produtivo de 12 toneladas por hectare.

Outras Ações na Agrotins 2024

Além das inovações tecnológicas, a Embrapa estará envolvida em ações para promover a sustentabilidade e a consciência ambiental. Uma das iniciativas é a divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mostrando como as pesquisas e inovações da Embrapa se alinham com esses objetivos globais. Em parceria com outras instituições, haverá uma campanha para sensibilizar o público sobre a separação de resíduos sólidos e a coleta para uso futuro.

Durante a feira, também será realizado o lançamento oficial do 34º Congresso Nacional de Milho e Sorgo, um evento bianual que ocorrerá em setembro em Palmas, com o tema “Sistemas de Produção em Fronteiras Agrícolas”. Este será o primeiro congresso do gênero na região Norte do Brasil, reunindo pesquisadores, técnicos, professores, estudantes e empresas privadas para discutir avanços nas cadeias produtivas de milho e sorgo.

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A programação da Embrapa na Agrotins também inclui palestras sobre a intensificação da produção de leite a pasto, tecnologias para o desenvolvimento do Programa Balde Cheio e a bioeconomia inclusiva na Amazônia. Haverá ainda uma apresentação da Embrapa Territorial sobre os compromissos ambientais assumidos pelos produtores rurais, com dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) que trazem insights para o Tocantins e a região do Matopiba.

Com uma ampla variedade de tecnologias e ações sustentáveis, a Embrapa reforça seu papel como líder em pesquisa e inovação no agronegócio brasileiro, oferecendo soluções que atendem às necessidades dos produtores rurais e contribuem para o desenvolvimento sustentável do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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