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Netafim apresenta novo implemento para irrigação em cafezais, reduzindo tempo de instalação pela metade

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A Netafim, pioneira mundial em sistemas de irrigação por gotejamento, em parceria com a UCA Implementos Agrícolas, lançou um novo implemento para o enterrio de gotejadores, projetado para otimizar a instalação de sistemas de irrigação em cafezais. Com essa inovação, a empresa promete cortar pela metade o tempo de instalação, permitindo que até 8 mil metros de sistema de gotejamento sejam instalados por dia. A novidade foi testada com sucesso na Fazenda pertencente ao grupo FPA, localizada em Orlândia, na região da Alta Mogiana, conhecida por sua produção de café.

Rafael Gonzaga, especialista agronômico da Netafim, explica que a dificuldade em manter o gotejamento superficial nos cafezais levou a empresa a desenvolver, desde 2005, um protocolo para o enterrio de sistemas de irrigação. Esse protocolo foi inicialmente voltado para o café arábica e, posteriormente, adaptado para o café conilon. “Esse novo implemento é uma verdadeira revolução, dobrando a eficiência operacional da instalação e facilitando o manejo das lavouras”, disse Gonzaga.

Antônio Cecaf, gerente agrícola do FPA, destacou as vantagens do sistema enterrado, como a redução da necessidade de mão de obra, a proteção contra danos físicos nas mangueiras e um processo de colheita mais simplificado. “O sistema enterrado reduz custos operacionais e oferece maior segurança no manejo diário dos cafezais”, comentou Cecaf.

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A parceria entre a Netafim, a UCA Implementos Agrícolas e o distribuidor Bolsa Irriga foi essencial para o desenvolvimento do implemento. Alan Lima, Diretor Comercial da Bolsa Irriga, destacou que essa colaboração ajudou a quebrar mitos sobre a eficácia do gotejamento enterrado. “Com um gotejador anti-sifão e protocolos bem definidos, conseguimos garantir segurança e confiabilidade para os cafeicultores”, afirmou Lima.

Lucas Capacle, Diretor da UCA Implementos Agrícolas, detalhou as características do novo implemento, que pode operar o enterrio em ambos os lados da lavoura. Além disso, o equipamento possui uma haste especial que reintegra a terra ao solo, garantindo um processo nivelado em cada passagem.

A Netafim, fundada há quase 60 anos em Israel e presente no Brasil desde a década de 1990, considera o novo implemento um marco para a indústria de café, prometendo uma transformação significativa nas práticas de irrigação por gotejamento. Com essa inovação, a empresa espera promover maior eficiência e sustentabilidade na produção de café, beneficiando cafeicultores em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.

Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro

Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.

Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:

  • Santos
  • Barcarena
  • São Luís/Itaqui
  • Paranaguá
  • Rio Grande

O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.

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A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.

Farelo de soja mantém crescimento nas exportações

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.

Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia
  • Tailândia
  • Irã
  • Holanda
  • Polônia

A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.

Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha

Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.

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No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.

Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:

  • Egito
  • Vietnã
  • Irã
  • Argélia
  • Malásia

O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.

Complexo agroexportador mantém força em 2026

Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.

Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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