AGRONEGÓCIO

SLC Agrícola enfrenta desafios com soja, mas algodão surpreende com desempenho positivo

Publicado em

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do Brasil, enfrentou desafios significativos no primeiro trimestre de 2024, principalmente devido ao clima desfavorável. A seca no estado do Mato Grosso prejudicou a produção de soja, resultando em uma queda expressiva na receita e em atrasos nos pagamentos, causando um impacto negativo na geração de caixa.

Durante uma teleconferência para discutir os resultados trimestrais, o CEO da SLC Agrícola, Aurelio Pavinato, destacou o desempenho robusto do algodão, que teve um aumento expressivo de 51,7% no volume faturado e um incremento de 15,4% no preço unitário. Ele também anunciou que a aquisição do pacote de insumos para a safra 2024/25 foi concluída.

O impacto da seca se refletiu nos resultados brutos da soja, que tiveram uma queda de 65,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, devido à baixa produtividade e à redução do preço dessa commodity. O milho também sofreu um declínio significativo, com uma redução de 79,9% no resultado bruto, causada por uma diminuição no preço e na área plantada. Houve uma queda de 9,5% no volume de vendas de milho, destacando os desafios enfrentados pela empresa.

Leia Também:  Mercado brasileiro de milho apresenta lentidão nos negócios ao final da semana

Apesar desses reveses, a empresa tem capacidade de armazenamento e espera uma melhora na liquidez do mercado nos próximos meses. O CEO ressaltou que a volatilidade do câmbio tem afetado o preço do milho no porto, que é cotado em dólar, bem como os custos de frete, exigindo uma abordagem cautelosa nas estimativas futuras.

O bom desempenho do algodão proporcionou um alívio bem-vindo. Houve uma recuperação substancial no resultado bruto do algodão em pluma, com um aumento de 211,0% em relação ao ano anterior, graças à produtividade e rentabilidade mais altas em comparação com outras culturas. Essa melhoria ajudou a compensar parcialmente as perdas da soja e do milho.

Apesar dos problemas com a soja, a empresa conseguiu alcançar 100% da colheita, com rendimentos ligeiramente superiores à média nacional, 1,1% a mais. A produtividade do algodão também foi notável, com um aumento de 5,6% em relação à média nacional. O milho de segunda safra também apresentou desempenho superior, registrando uma produtividade 39,7% acima da média do país.

Leia Também:  Cineastas levam desafios da Lei Paulo Gustavo a debate de gestores

No entanto, a geração de caixa da SLC Agrícola está negativa, em grande parte devido à redução na receita da soja e aos atrasos nos pagamentos. A empresa permanece vigilante quanto aos riscos associados às safras de algodão e milho, monitorando de perto as condições climáticas. Mesmo com as chuvas excessivas de abril, a perspectiva para o algodão permanece positiva, com uma semeadura precoce que garante um bom início. A expectativa é de que, mesmo sem chuvas em maio, a produtividade esperada possa ser alcançada.

Com esses resultados mistos, a SLC Agrícola está preparada para lidar com as incertezas do setor agrícola, mantendo uma visão cautelosa, mas confiante, para o restante do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço do diesel cai quase 4% em maio e reduz custos do transporte no Brasil

Published

on

Os preços dos combustíveis registraram queda em todo o país durante o mês de maio, refletindo principalmente o recuo das cotações internacionais do petróleo. Levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra que o diesel S-10, principal combustível utilizado pelo transporte de cargas no Brasil, apresentou redução média de 3,8% em comparação com abril.

O combustível encerrou maio com preço médio de R$ 7,32 por litro nos postos brasileiros, ante R$ 7,61 registrados no mês anterior. A pesquisa considera abastecimentos realizados em mais de 21 mil postos credenciados em todo o território nacional.

A queda ocorre após uma forte alta observada em abril, quando os preços do diesel avançaram mais de 7%, impulsionados pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã e seus reflexos sobre o mercado internacional de petróleo.

Petróleo mais barato influencia mercado brasileiro

Segundo a Edenred Ticket Log, a redução dos preços dos combustíveis acompanha o movimento de acomodação observado no mercado global de energia.

Durante maio, o petróleo Brent, principal referência internacional, acumulou desvalorização próxima de 15%, reduzindo a pressão sobre os custos de importação e contribuindo para a queda dos combustíveis comercializados no Brasil.

Além do cenário externo mais favorável, o governo federal e a Petrobras adotaram medidas para minimizar os impactos da volatilidade internacional sobre os consumidores brasileiros.

Leia Também:  Comercialização de Algodão: Mercado Físico Apresenta Baixo Volume
Petrobras ajusta política de preços do diesel

No início de junho, a Petrobras promoveu alterações em sua política de comercialização para adequação a novas subvenções econômicas implementadas pelo governo federal.

Em 1º de junho, a estatal reduziu o preço médio de venda do diesel às distribuidoras de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. A medida compensou a reoneração das alíquotas de PIS e Cofins que entrou em vigor na mesma data.

Posteriormente, a companhia anunciou um reajuste técnico de R$ 1,12 por litro, acompanhado por desconto de igual valor às distribuidoras, garantindo a manutenção dos preços praticados e o acesso ao benefício econômico previsto pelo programa governamental.

De acordo com a empresa, os ajustes não provocam alterações efetivas no valor final cobrado dos consumidores.

Etanol lidera queda entre os combustíveis

Entre os principais combustíveis vendidos no país, o etanol foi o que apresentou a maior redução de preço em maio.

O biocombustível registrou queda de 6,58%, encerrando o período com preço médio de R$ 4,54 por litro. Já a gasolina apresentou recuo mais moderado, de 1,16%, chegando à média nacional de R$ 6,82 por litro.

Segundo especialistas do setor, o movimento reflete um cenário mais amplo de acomodação dos preços energéticos, beneficiando consumidores e setores dependentes do transporte rodoviário.

Leia Também:  Preço do Feijão-Carioca a R$ 210 Surpreende no Mercado e Gera Expectativas
Etanol segue mais competitivo em dez estados

A análise do IPTL aponta que o etanol manteve vantagem econômica frente à gasolina em dez unidades da federação durante maio.

O biocombustível foi considerado mais vantajoso para abastecimento nos estados do Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e também no Distrito Federal.

A competitividade do etanol é um fator relevante para o agronegócio brasileiro, especialmente para a cadeia sucroenergética, que continua ampliando sua participação na matriz energética nacional.

Impactos para o agronegócio e transporte

A redução dos preços do diesel é acompanhada de perto pelo agronegócio, uma vez que o combustível representa parcela significativa dos custos logísticos das cadeias produtivas.

Menores gastos com transporte podem contribuir para aliviar despesas de produtores rurais, cooperativas, cerealistas e empresas exportadoras, especialmente em um período de intensa movimentação de grãos e commodities agrícolas nos principais corredores logísticos do país.

Apesar do alívio recente, o mercado permanece atento aos desdobramentos do cenário geopolítico internacional e às oscilações do petróleo, fatores que continuam sendo determinantes para a formação dos preços dos combustíveis nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA