AGRONEGÓCIO
Touro Antonione é destaque do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro
Publicado em
7 de maio de 2024por
Da RedaçãoO touro Antonione FIV Cabo Verde, da bateria da ABS, assumiu a liderança do 32º grupo do teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL), um feito significativo para a raça. O resultado, divulgado durante a Expozebu, foi celebrado pela Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) e pela Embrapa, mostrando o potencial do reprodutor, que alcançou mais de 150 mil doses de sêmen comercializadas. Antonione se consolidou como um dos touros mais importantes para a raça, com um PTA Leite de 936 kg.
Marcello Mamedes, Gerente de Mercado e Contas-Chave Leite da ABS, ressalta a relevância dessa conquista. “Nos últimos 10 meses, Antonione vendeu, em média, 2 mil doses de sêmen por mês. Pouquíssimos touros do Gir Leiteiro atingem esse nível de produção e comercialização. Antonione comprovou seu valor na era genômica, com filhas que apresentam alta produção de leite, excelente capacidade corporal e úberes impressionantes”, destaca Mamedes.
Antonione é fruto da seleção da Fazenda São José do Can Can, em Minas Gerais, conhecida por sua linhagem de excelência. Rodrigo Coelho, representante da fazenda, comenta sobre a trajetória do touro: “Meu avô adquiriu a consagrada doadora Fábrica FIV de Brasília, que deu origem ao Antonione. Ele já tem um filho em teste de progênie, o Gil FIV Cabo Verde, que também apresenta ótimos resultados. Temos filhas do Antonione paridas, com excelente produção de leite e qualidade de úbere”.
A comprovada genética de Antonione também foi elogiada por Tatiane Drummond Tetzner, da São José do Can Can, que destaca a reputação do reprodutor. “Antonione é líder absoluto do primeiro grupo de touros genômicos e agora está comprovado no teste de progênie. Sua família é de alta qualidade, com membros como sua irmã Mora FIV Cabo Verde, que possui altas lactações aferidas”, afirma Tetzner.
A parceria da Fazenda São José do Can Can com a Ganaderia La Cruz e o Rancho San Gabriel, ambos na Colômbia, reforça a importância de Antonione. Durante a Expozebu, onde uma maquete do touro foi inaugurada, os parceiros comemoraram o sucesso. “Estamos muito felizes com mais esse resultado, confirmando a importância desse touro. Foi uma parceria importante e um triunfo para a produção de leite na Colômbia”, declarou Liderman Cardenas, da Ganaderia La Cruz.
Para Gabriela Pacheco Diaz, do Rancho San Gabriel, o desempenho de Antonione é uma “grata realidade”. Ela afirma que o touro é uma referência e que o sucesso do programa de melhoramento tem sido um ponto de orgulho para todos envolvidos.
Para mais informações sobre Antonione, incluindo doses de sêmen convencional e genética sexada Sexcel, os interessados podem visitar o site da ABS no link http://touros.abspecplan.com.br/antonione.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas
Published
11 horas agoon
27 de julho de 2026By
Da Redação
A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.
A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.
Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.
No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.
Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.
A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.
O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.
As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.
Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.
Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.
A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.
Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.
A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.
No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.
Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.
O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.
Fonte: Pensar Agro
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