Mato Grosso

Mulher é presa pela PM após incendiar residência e matar homem em Várzea Grande

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A Polícia Militar prendeu uma mulher, de 22 anos, suspeita pelo homicídio que vitimou Deivison José da Silva, de 33 anos, em Várzea Grande. A mulher foi presa em flagrante após incendiar uma residência com a vítima dentro, na manhã desta terça-feira (07.05).

Por volta de 07h30, a equipe do 4º Batalhão de PM foi acionada para dar apoio ao Corpo de Bombeiros em uma ocorrência de incêndio em uma residência, no bairro Nossa Senhora da Guia. No local, os militares foram informados sobre um corpo carbonizado em um dos quartos.

Uma testemunha afirmou aos policiais que teria realizado a denúncia após ver uma mulher fugindo da casa, que já estava em chamas. Em rápidas diligências, a mulher foi localizada e afirmou aos policiais que ela mesma seria a responsável por causar o incêndio na casa.

Ainda de acordo com o depoimento da suspeita, ela ateou fogo no colchão do casal após verificar que o companheiro estava desacordado depois de ingerir remédios controlados. A mulher ainda afirmou que trancou o quarto, deixando a chave para fora e fugiu da casa após o fogo se alastrar pelo imóvel.

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Os militares deram voz de prisão e conduziram a mulher para a Central de Flagrantes de Várzea Grande para registro da ocorrência e demais providências. O local do crime ficou sob responsabilidade da Polícia Judiciária Civil e Politec, para demais esclarecimentos sobre o caso.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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