A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) publicou o resultado final de análise técnica do edital Bolsa Atleta 2025, que conta com mais de R$ 5 milhões de investimento para atender esportistas de Mato Grosso. Agora, a seleção pública entra na fase de análise de documentos pessoais e até a próxima quinta-feira (8.10) será feita a notificação de pendências documentais.
Na publicação estão classificados 479 atletas para receber o auxílio financeiro mensal do projeto Olimpus do Governo de Mato Grosso, do qual o edital faz parte. Outros 186 estão classificados mas sem vagas disponíveis, por enquanto.
Entre os esportistas classificados com vaga 62 são da categoria Infantil, 100 da Base e 117 da Estudantil. Com bolsas mensais de R$ 200, R$ 400 e R$ 800, respectivamente, essas três categorias visam a formação de novos talentos no esporte.
Do alto rendimento, foram classificados 170 atletas da categoria Nacional e mais 30 da Internacional, que contam com bolsas de R$ 1,2 mil e R$ 2 mil por mês. Ambas são destinadas a esportistas que obtiveram resultados em competições ou rankings nacionais e internacionais.
Na lista de beneficiados há atletas de modalidades individuais e coletivas, como atletismo, ciclismo, karatê, handebol, judô, futsal, rugby, wrestling, tênis de mesa, taekwondo, vôlei, e várias outras. Em todas as categorias, a seleção pública reserva 20% das vagas a atletas com deficiência.
Para análise técnica de classificação, o edital exigia uma série de documentos para comprovação da prática desportiva e de resultados, que incluem declarações emitidas por entidades estaduais e nacionais de administração de desporto, portfólio e planejamento de atividades esportivas, entre outros.
Confira o cronograma da Fase Documental: 8 de outubro: notificação de pendências documentais 13 de outubro: prazo final para envio de documentos pendentes 14 de outubro: resultado preliminar de análise documental 15 e 16 de outubro: período para interposição de recursos 17 de outubro: resultado final
A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta terça-feira (30.6), a Operação Partilha, para cumprimento de nove mandados judiciais para esclarecer um furto qualificado ocorrido em uma fazenda no município de Confresa.
A investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, apura o crime que resultou na subtração de R$ 350 mil em dinheiro, cinco armas de fogo, joias, entre outros objetos.
As ordens judiciais foram decretadas pela Justiça em desfavor de três suspeitos envolvidos no crime. Sendo cumpridas em Confresa, Sinop, Peixoto de Azevedo, São José do Xingu (distrito de Santo Antônio do Fontoura), Porto dos Gaúchos e na cidade de Novo Progresso, no Estado do Pará.
Os mandados de busca e apreensão domiciliar, inclusive na modalidade itinerante, afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos e o acesso e extração dos dados dos dispositivos apreendidos, foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças.
A ação visa recuperar as armas, joias e o valor que foram subtraídos da vítima, além de outros materiais como celulares, tablets e notebook, essenciais para o esclarecimento das negociações e transações financeiras referentes à partilha do produto do crime.
A operação coordenada pela Derf conta com o apoio das Delegacias de Confresa, São José do Xingu e Santa Cruz do Xingu, das Delegacias Regionais de Guarantã do Norte, Sinop e Juína, e da Polícia Civil do Pará.
O crime
O furto qualificado foi praticado em uma propriedade rural em Confresa, na madrugada de 23 de setembro de 2024, quando os autores arrombaram cofres no interior da residência e subtraíram cerca de R$ 350 mil em espécie, além de joias e cinco armas de fogo.
Apuração
Durante diligências a equipe da Derf de Confresa identificou a atuação de grupo com divisão de tarefas entre os investigados. Os três alvos da operação são apontados como o informante (prestador de serviço com acesso ao interior da casa), o executor e o responsável pela logística do plano criminoso e pela destinação das armas de fogo furtadas.
Conforme a delegada da Derf de Confresa, Karen Amaral Makrakis, no decorrer da investigação foi encontrado registro da partilha entre os suspeitos, além de áudios, mensagens e fotografia de arma subtraída localizada em um aparelho celular.
“A precisão do furto dirigida exatamente aos bens guardados na casa, indicou desde o início que o grupo teria agido com informação privilegiada sobre o local e o conteúdo dos cofres. Os indícios revelaram a atuação de um grupo estruturado, com divisão de tarefas e posterior repartição do produto do crime entre os envolvidos, parte do qual chegou a ser negociada”, destacou a delegada.
Partilha
O nome da operação faz referência ao documento manuscrito apreendido durante as investigações, no qual os próprios envolvidos haviam anotado como dividiram entre si o produto do furto, cada um com a sua parte em armas, joias e valores, de modo que, se a partilha dividiu o espólio entre os envolvidos, é também a palavra que dá nome à resposta do Estado, a operação destinada a desfazer essa divisão.
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