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Colheita da soja acelera no Rio Grande do Sul apesar das chuvas: produtores mantêm atividades para evitar perdas

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O Rio Grande do Sul, embora tenha colhido 76% da área plantada com soja, enfrenta uma redução significativa na produção devido a alagamentos registrados em pelo menos 235 municípios. Para evitar maiores prejuízos, muitos produtores estão colhendo mesmo em condições de tempo úmido, como é o caso da Estância da Gruta, em Capão do Leão (RS), que decidiu seguir com a colheita nos 25% de área ainda não colhida.

Antonio Quinto Di Cameli, sócio-administrador da Estância da Gruta, explicou que a decisão de continuar com a colheita se deu após perceber que alguns grãos começaram a germinar ainda no pé. “A cada dia que passa, o risco de perdas aumenta devido às chuvas. Por isso, optamos por colher agora e depois usar o secador para garantir a qualidade, em vez de esperar e arriscar um prejuízo ainda maior”, disse ele.

Um dos cenários mais preocupantes enfrentados pela propriedade foi o alagamento de cerca de 30 hectares, onde a água chegou a cobrir metade da altura das plantas de soja. “Esperar até a próxima semana poderia ser um risco enorme, então decidimos colher mesmo com a umidade, para preservar o máximo possível dos grãos”, completou Di Cameli.

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As chuvas no Sul do Brasil nas últimas semanas não afetaram apenas a colheita de soja. A safra de arroz também foi prejudicada, impactando a lucratividade das propriedades. No caso da Estância da Gruta, houve falta de energia por sete dias, o que obrigou a destinar cerca de 30% do arroz para silos de terceiros, resultando em custos adicionais com secagem e armazenamento.

O cenário demonstra a complexidade que os produtores rurais enfrentam diante das condições climáticas adversas, obrigando-os a tomar decisões difíceis para mitigar perdas e garantir a sobrevivência de suas safras. Mesmo com o avanço da tecnologia agrícola, a dependência do clima permanece como um dos maiores desafios para a agricultura no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão em Mato Grosso exige venda acima de R$ 127/@ para cobrir custos da safra 2026/27

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O custo de produção do algodão em Mato Grosso voltou a subir em abril e acendeu um alerta para os produtores da safra 2026/27. Segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o avanço das despesas foi puxado principalmente pela valorização dos macronutrientes, impactados pelas tensões geopolíticas no mercado internacional.

De acordo com os dados, o custeio da lavoura alcançou R$ 10.642,28 por hectare, crescimento de 1,05% em relação ao mês anterior. O movimento reflete a pressão sobre os insumos agrícolas diante das incertezas logísticas globais, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de fertilizantes e commodities do mundo.

Com o encarecimento dos insumos, o Custo Operacional Efetivo (COE) do algodão também avançou em abril. O indicador foi estimado em R$ 15.227,56 por hectare, registrando alta mensal de 0,55%.

O estudo mostra ainda que, para conseguir cobrir os custos operacionais da atividade, o cotonicultor mato-grossense precisará comercializar a pluma por pelo menos R$ 127,09 por arroba, considerando uma produtividade média projetada de 119,82 arrobas por hectare.

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Apesar da elevação dos custos, o cenário de preços mais atrativos da pluma nos últimos meses vem favorecendo a estratégia comercial dos produtores. Segundo o instituto, muitos cotonicultores intensificaram o travamento de custos e a proteção de margens, aproveitando oportunidades de mercado para reduzir os riscos da safra futura.

Esse movimento também ajudou a acelerar a comercialização da safra 2026/27 em Mato Grosso. Após um período de atraso nas negociações, as vendas passaram a superar a média histórica registrada nos últimos anos, demonstrando maior interesse dos produtores em garantir rentabilidade diante da volatilidade do mercado internacional.

O cenário segue sendo monitorado pelo setor, especialmente em função das oscilações nos preços dos fertilizantes, do câmbio e das tensões externas que continuam influenciando diretamente os custos da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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