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Programa avalia qualidade de mais de 100 adjuvantes agrícolas nas lavouras brasileiras

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O programa ‘Adjuvantes da Pulverização’ está unindo esforços do setor privado e do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) para avaliar a funcionalidade de mais de 100 adjuvantes agrícolas usados nas lavouras brasileiras. O objetivo é fornecer um selo de credibilidade para esses produtos, que não são regulamentados por órgãos oficiais no país. Atualmente, o programa conta com a participação de quase 50 empresas que aderiram ao Selo IAC de Funcionalidade para Adjuvantes Agrícolas.

Hamilton Ramos, coordenador do programa e diretor do CEA-IAC, destaca a importância de conferir confiabilidade a uma indústria que, ao contrário do setor de agrotóxicos, não possui uma regulamentação formal. “A ausência de regulamentação permite a circulação de adjuvantes de baixa qualidade no mercado, o que pode comprometer a eficácia dos tratamentos agrícolas e, consequentemente, a produtividade das lavouras”, explica Ramos.

Os adjuvantes agrícolas são produtos químicos adicionados às caldas de agrotóxicos no momento da aplicação para melhorar sua eficácia. Eles têm a função de aprimorar a adesão, espalhamento e umectação dos defensivos nas plantas, aumentando a cobertura e a fixação do produto, o que é crucial para um tratamento eficaz contra pragas, doenças e ervas daninhas.

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A falta de regulação oficial torna ainda mais importante a busca por mecanismos que atestem a qualidade desses produtos. O selo de funcionalidade, emitido pelo IAC, é uma garantia de que o produto passou por testes rigorosos e cumpre com as especificações indicadas em seu rótulo. Ramos ressalta que um adjuvante de baixa qualidade pode anular os benefícios de defensivos de alta tecnologia, resultando em prejuízos para os agricultores.

O CEA-IAC possui um laboratório especializado, provavelmente único no Brasil, onde são realizados testes para avaliar a funcionalidade dos adjuvantes agrícolas. As empresas que participam do programa têm seus produtos testados para garantir que atendem aos padrões de qualidade esperados.

O Centro de Engenharia e Automação do IAC tem uma longa história de apoio ao desenvolvimento da agricultura brasileira. Localizado em Jundiaí, ao pé da Serra do Japi, o centro possui uma área de 110 mil metros quadrados e desenvolve pesquisas nas áreas de mecanização agrícola, agricultura regenerativa, meio ambiente e segurança no manuseio de agroquímicos. A participação no programa ‘Adjuvantes da Pulverização’ é mais uma maneira pela qual o IAC contribui para a modernização e segurança da agricultura no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio brasileiro impulsiona negócios bilionários no SIAL Shanghai e fortalece exportações para a China

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O agronegócio brasileiro ampliou sua presença estratégica no mercado asiático durante o SIAL Shanghai 2026, uma das maiores feiras globais de alimentos e bebidas, realizada entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai, na China. O evento reuniu compradores de 132 países e regiões e consolidou o Brasil como um dos principais protagonistas internacionais no setor de proteínas animais.

Segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, os contatos comerciais realizados durante a feira devem gerar US$ 45,5 milhões em negócios ao longo dos próximos 12 meses. Apenas nos três dias de evento, as empresas brasileiras concretizaram US$ 3,25 milhões em vendas imediatas.

China segue como principal destino do agro brasileiro

A forte participação brasileira no SIAL Shanghai ocorre em meio ao avanço das exportações do agronegócio para a China, principal parceiro comercial do setor.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o mercado chinês respondeu por 32,7% dos US$ 169,2 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro em 2025.

O crescimento das vendas de proteína animal, especialmente carnes de frango, suína e bovina, vem ampliando a presença das agroindústrias nacionais em feiras estratégicas voltadas ao mercado asiático.

Proteína animal brasileira ganha destaque internacional

Entre os destaques da participação brasileira esteve a atuação da Associação Brasileira de Proteína Animal, que participou da feira em parceria com a ApexBrasil.

A entidade levou empresas brasileiras por meio das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, reforçando a imagem da proteína animal brasileira no exterior.

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Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o evento é considerado estratégico para ampliar negócios e fortalecer a presença institucional do Brasil no mercado chinês.

De acordo com Santin, a feira funciona como uma plataforma de relacionamento direto com importadores, distribuidores e autoridades internacionais, permitindo destacar atributos como qualidade, segurança sanitária e confiabilidade dos produtos brasileiros.

Carne bovina brasileira amplia espaço na China

Outro destaque foi o projeto Brazilian Beef, coordenado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes em parceria com a ApexBrasil.

O pavilhão brasileiro ocupou uma área superior a 1.200 metros quadrados e reuniu 24 empresas exportadoras, representando crescimento de 20% em relação à edição anterior da feira.

Segundo Roberto Perosa, presidente da ABIEC, a participação no SIAL Shanghai integra a estratégia de expansão da carne bovina brasileira no mercado chinês, com foco na geração de negócios e aproximação com importadores e distribuidores locais.

Feira internacional movimenta milhares de reuniões comerciais

De acordo com a organização do SIAL Shanghai, foram realizadas 13.978 reuniões de negócios durante os três dias de evento, consolidando a feira como uma das maiores plataformas globais de negociação para a indústria de alimentos e bebidas.

Compradores de diversos mercados internacionais participaram das rodadas comerciais, incluindo empresas dos Estados Unidos, Hong Kong, Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Vietnã, Indonésia e Austrália.

No mercado chinês, grandes redes varejistas e plataformas de distribuição também marcaram presença, entre elas ALDI China, JD.com, SPAR China e Freshippo.

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Brasil amplia estratégia comercial no mercado asiático

A expansão internacional do agronegócio brasileiro não se limita à China. O setor também vem fortalecendo sua presença no Sudeste Asiático, considerado um dos mercados mais promissores para alimentos e proteínas.

Nesse contexto, o Brasil já confirmou participação na Food & Drinks Malaysia by SIAL, feira que será realizada entre 21 e 23 de julho, na Malásia.

O evento tem foco estratégico no mercado halal, segmento no qual o Brasil ocupa posição de liderança global. A expectativa é ampliar oportunidades comerciais diante do crescimento da demanda por alimentos certificados nos países asiáticos.

Na feira da Malásia, o projeto Brazilian Beef contará com espaço exclusivo e participação de empresas associadas, reforçando a estratégia de diversificação de mercados e expansão das exportações brasileiras no continente asiático.

SIAL Shanghai consolida papel estratégico para o agro global

Desde sua chegada à China, em 2000, o SIAL Shanghai transformou-se em uma das principais vitrines globais para inovação, networking e geração de negócios no setor de alimentos e bebidas.

Além de Xangai, a marca expandiu operações para países como Vietnã, Indonésia e Malásia, consolidando uma ampla rede de eventos voltados ao mercado asiático.

A próxima edição do SIAL Shanghai já está confirmada para acontecer entre os dias 18 e 20 de maio de 2027, mantendo a expectativa de fortalecimento das relações comerciais entre o agronegócio brasileiro e os mercados asiáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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