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Poder Judiciário conclui segunda etapa do curso de facilitadores de Círculos de Paz em Várzea Grande

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso e o município de Várzea Grande realizaram durante todo o mês de abril o módulo II do curso básico de formação para facilitadores de Círculos de Construção de Paz. A formação é ofertada pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), em parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Várzea Grande.
 
 
Participam da formação cerca de 100 profissionais entre professores e servidores da rede municipal de educação. O curso teve início no dia 12 de março, com a aula magna ministrada pela assessora de Relações Institucionais do NugJur, Katiane Boschetti da Silveira, onde os servidores tiveram a oportunidade de conhecer e vivenciar os princípios que movem a Justiça Restaurativa e a prática dos Círculos de Construção de Paz.
 
 
E é pensando exatamente em contribuir para um futuro com menos dores e traumas emocionais que os círculos chegam ao ambiente escolar, com a proposta de acessar o campo onde são formadas e podem ser trabalhadas as emoções. É na qualidade das relações e das trocas sociais que valores e aspectos psicológicos de crianças, jovens e adolescentes são construídos e levados para suas relações ao longo da vida.
 
 
Em outubro de 2023 foi assinado o Termo de Cooperação Técnica entre o Poder Judiciário e a Prefeitura de Várzea Grande para a implantação do Programa Municipal de Construção de Paz.
 
 
Para o juiz diretor do Fórum de Várzea Grande e coordenador do Cejusc, Luís Otávio Pereira Marques, a grande aceitação da metodologia dos círculos de paz pelo município de Várzea Grande tem contribuído de maneira decisiva para a expansão da prática.
 
 
“Graças a enorme receptividade da Justiça Restaurativa no município de Várzea Grande foi necessário ampliarmos o número de facilitadores, em especial aqueles que atuam na rede municipal de ensino, dando sequência e fortalecendo o termo de cooperação pactuado entre os poderes Judiciário e Executivo. Com a capacitação vamos avançar na propagação dos círculos de construção de paz, de maneira mais frequente e atendendo as demandas não só relacionadas aos conflitos escolares, como também familiares entre pais e alunos”, frisou o juiz Luís Otávio.
 
 
Na avaliação da secretária-adjunta de Educação de Várzea Grande, Maria Alice de Barros Silva, o envolvimento das unidades de ensino e a participação das áreas técnicas amplia e fortalece o movimento de levar a política de paz para além dos muros das escolas.
 
 
“Trabalhar com as famílias e a escola é essencial para fortalecer a justiça e os vínculos das próximas gerações. Por isso, acreditamos estar no caminho certo e na direção de uma sociedade mais justa e pacífica. Só temos a agradecer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso por esse grande movimento de paz na sociedade. A Justiça Restaurativa tem um imenso potencial no sentido de promover o diálogo, a conciliação e a mediação. E a parceria que celebramos com o Judiciário torna Várzea Grande referência dentro do estado no tocante a disseminação da cultura da paz e de conscientização da necessidade de soluções mais respeitosas e pacíficas”, avaliou Maria Alice.
 
 
A rede municipal de educação de Várzea Grande possui 94 unidades de ensino, sendo 67 escolas e 27 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), totalizando o atendimento de mais de 32 mil crianças.
 
 
Para a secretária-executiva do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Nailza da Costa Barbosa Gomes, que também é facilitadora de círculos de construção de paz, a ferramenta proporciona uma experiência enriquecedora de aprendizado para todos que participam.
 
 
“Tenho muito a agradecer pela oportunidade de participar do primeiro grupo de formação de facilitadores. Como aluna, só posso dizer que foi uma experiência incrível e um grande aprendizado humano. Agora falando como facilitadora, a cada círculo uma experiência nova e rica em material humano e autoconhecimento, não só para os alunos que participam, mas também para os facilitadores. Sempre temos a oportunidade de aprender com o outro, de olhar o outro sem julgamentos e ouvir com atenção e respeito faz toda a diferença. Colocar os ensinamentos dos círculos de paz em prática muda nossa postura diante da vida. Esperamos criar uma rede de profissionais preparados para levar a paz ao ambiente de trabalho, às famílias, aos nossos alunos e a toda sociedade”, refletiu Nailza.
 
 
Rosângela da Silva Mercado Santos é acadêmica do 9º semestre de Direito e atua como técnica em desenvolvimento infantil no CMEI ‘Ana Isabel Moreira da Silva’, localizado no bairro Construmat, em Várzea Grande. Ela conta que os resultados colhidos com a prática dos círculos de paz nas escolas inspiraram seu trabalho de conclusão de curso (TCC) que trata sobre o ‘Impacto da Justiça Restaurativa no Âmbito Escolar’.
 
 
“A implantação do programa nas escolas tem o potencial de trabalhar na construção de vínculos e na conexão das famílias com a escola, onde os pais podem se sentir apoiados e acolhidos, seguros dentro do processo de crescimento e formação de seus filhos. E saber que é possível falarmos e trabalharmos a paz dentro das escolas é voltarmos a acreditar e praticar valores como igualdade e pertencimento, e além de disso, é criamos um ambiente seguro para que aquele aluno que cometeu um erro possa refletir sobre o que aconteceu e reconhecer sua parcela de responsabilidade na situação. Que as pessoas tenham condições de colocar em prática o poder da escuta e da fala, e nesse processo queremos trazer a família para dentro das escolas e estender o conceito do diálogo e da escuta para toda a comunidade”, defendeu Rosângela.
 
 
Os CMEIs são responsáveis pela oferta da educação básica de crianças com idade de 0 a 3 anos, durante a jornada de trabalho dos pais.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: foto colorida dos participantes do curso de formação de facilitadores. Na imagem os alunos se agrupam no centro da sala para a foto. No chão a imagem destacada de diversos objetos como livros, cartões de papel com mensagens escritas, uma girafa de pelúcia nas cores amarelo e marrom, um urso de pelúcia na cor rosa e uma pequena cartolina com os acordos combinados durante o círculo.
 
 
Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Juízes leigos e assessores dos Juizados Especiais recebem capacitação em inteligência artificial

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Captura de tela da capacitação virtual. Em destaque, o juiz Vinicius Paiva Galhardo, homem de pele clara, cabelos curtos escuros e barba aparada, vestindo blazer preto e camisa branca. Ao fundo, há um painel virtual azul com a identidade visual do Poder Judiciário de Mato Grosso. À direita da tela aA programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais segue a todo vapor em Mato Grosso, agora com ações voltadas ao público interno. Nesta terça e quarta-feira (16 e 17), cerca de 130 juízes leigos e assessores dos Juizados Especiais participam de capacitação virtual em inteligência artificial aplicada aos Juizados Especiais.
O treinamento foi conduzido pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Cáceres e juiz colaborador do InovaJusMT, Vinicius Paiva Galhardo. O objetivo foi apresentar ferramentas e metodologias voltadas ao uso responsável da inteligência artificial como apoioàs atividades desenvolvidas nos Juizados Especiais.
No encontro virtual, o magistrado explicou o funcionamento básico dos modelos de inteligência artificial, abordando temas como tokenização, construção de bases de conhecimento, criação de agentes especializados e elaboração de prompts em diferentes plataformas de IA. “Importante salientar que a qualidade das respostas geradas pelas ferramentas está diretamente relacionada à forma como as instruções são fornecidas por nós”, disse Vinicius Paiva.
O juiz destacou que quando a inteligência artificial não recebe orientações adequadas, ela tende a responder com base em probabilidades estatísticas. Por isso é fundamental que usuários aprendam a estruturar corretamente os comandos e a definir critério de análise que desejam aplicar. “O objetivo é garantir maior segurança na utilização da tecnologia, especialmente em atividades relacionadas ao ambiente jurídico”, afirmou.
A diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), Shusiene Tassinari Machado, destacou que a capacitação promovida durante a mobilização nacional reforça o compromisso com a qualificação contínua dos profissionais dos Juizados Especiais.
“A Semana representa uma importante oportunidade de valorizar os Juizados Especiais, fortalecer o acesso à justiça e impulsionar uma atuação cada vez mais moderna, acessível e alinhada às necessidades da população. Seguimos juntos no propósito de fortalecer os Juizados e entregar uma justiça cada vez mais eficiente e próxima do cidadão”, afirmou.
Para o juiz leigo, Valmir Carlos de Bona Júnior as capacitações são essenciais para acompanhar as constantes transformações que passam os Juizados Especiais. “A inteligência artificial, por exemplo, já faz parte da nossa rotina como ferramenta de apoio à pesquisa e ao aprofundamento técnico. O objetivo não é substituir a análise humana, mas utilizar a tecnologia para otimizar o trabalho e contribuir para uma formação mais qualificada da convicção jurídica”, afirmou.
Captura de tela da capacitação virtual sobre inteligência artificial aplicada aos Juizados Especiais. Na parte superior, o juiz Vinicius Paiva Galhardo. Ao centro aparecem pequenas janelas com outros participantes da capacitação, identificados pelos nomes exibidos nas respectivas câmeras.A juíza leiga, Nabila Guncsh, também ressaltou a importância da formação continuada diante do avanço das novas tecnologias. “A inteligência artificial já é uma realidade em diversas profissões e no Poder Judiciário não é diferente. Por isso, é fundamental compreender como utilizar essa ferramenta de forma adequada, sem perder de vista o aspecto humano da atividade jurisdicional. Capacitações como esta nos ajudam a entender melhor as possibilidades e os limites dessa tecnologia”, disse.
Semana – A capacitação integra a programação no Estado da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, realizada de 15 a 19 de junho em todo o país. Instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a iniciativa tem como objetivo valorizar, dar visibilidade e aprimorar o sistema dos Juizados Especiais. Durante o período, tribunais de todo o país promovem ações voltadas ao fortalecimento das unidades, ao diálogo com magistrados, servidores, operadores do Direito e sociedade civil, além do incentivo à inovação, à integração entre os ramos da Justiça e ao compartilhamento de boas práticas.
No Estado a iniciativa é realizada pela Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) e com organização do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE).
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Autor: Larissa Klein

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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