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Preços da carne suína caem devido a frigoríficos cautelosos e pressão no atacado

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Os preços da carne suína registraram quedas na última semana, tanto no valor do quilo do animal vivo quanto nos principais cortes vendidos no atacado. Allan Maia, analista da Safras & Mercado, apontou que os frigoríficos se mostraram reticentes, avaliando um cenário desafiador no atacado, onde as margens têm sido pressionadas.

“O preço da tonelada exportada pelo Brasil também está em baixa, o que impacta as margens da indústria”, destacou o analista. Além disso, a menor capitalização das famílias no final do mês e a forte concorrência da carne de frango podem continuar afetando o consumo final, refletindo na reposição entre atacado e varejo. Por outro lado, os custos da nutrição animal permanecem estáveis, proporcionando alguma tranquilidade ao setor.

Quedas nos Preços do Suíno Vivo e dos Cortes no Atacado

Segundo levantamento da Safras & Mercado, a média do preço do quilo do suíno vivo no país caiu 1,37% durante a semana, fechando em R$ 5,73. A média do preço dos cortes de pernil no atacado passou de R$ 10,31 para R$ 10,04, uma queda de 2,63%, enquanto a média da carcaça caiu 1,63%, atingindo R$ 9,04.

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Em São Paulo, o preço da arroba suína caiu de R$ 119 para R$ 117. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo subiu de R$ 5,30 para R$ 5,40 na integração, mas no interior do estado houve queda de R$ 6,10 para R$ 5,85. Em Santa Catarina, o preço da integração também cresceu de R$ 5,30 para R$ 5,40, enquanto no interior catarinense caiu de R$ 5,95 para R$ 5,85.

No Paraná, o preço do quilo vivo no mercado livre caiu de R$ 6,05 para R$ 5,90, e na integração manteve-se estável em R$ 5,35. No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande caiu de R$ 5,90 para R$ 5,50, com uma leve alta na integração, de R$ 5,30 para R$ 5,35. Em Goiás, os preços caíram de R$ 6 para R$ 5,75, e no interior de Minas Gerais, houve uma leve alta de R$ 6,10 para R$ 6,20.

Exportações de Carne Suína em Queda

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” renderam US$ 141,209 milhões em abril, com uma média diária de US$ 9,414 milhões. O volume total exportado foi de 61,729 mil toneladas, com uma média diária de 4,115 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.287,60 por tonelada.

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Comparado com abril de 2023, houve uma queda de 28,1% no valor médio diário, uma redução de 20,3% na quantidade média diária e uma retração de 9,7% no preço médio. Esses números, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, indicam uma diminuição significativa na demanda por carne suína brasileira no exterior.

O cenário atual do mercado suinícola mostra um quadro de incerteza, com frigoríficos reticentes e uma pressão nas margens. O setor precisa lidar com esses desafios, buscando estratégias para estabilizar os preços e melhorar a competitividade no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil é peça-chave do supermercado global agrícola e reforça liderança no comércio mundial de alimentos

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O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agropecuárias do planeta, mas a tradicional definição de “celeiro do mundo” pode não representar com precisão o papel desempenhado pelo país na segurança alimentar global. A avaliação é do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos S. Jank, que defende uma interpretação mais alinhada à dinâmica atual do comércio internacional de alimentos.

Segundo o especialista, embora o Brasil seja um dos principais produtores e exportadores agrícolas do mundo, o conceito de “supermercado global” descreve de forma mais adequada sua participação nas cadeias agroalimentares internacionais.

Brasil responde por 6% da produção agropecuária mundial

Os números mostram que o Brasil é responsável por aproximadamente 6% da produção agropecuária global em termos de volume calórico. O país ocupa posição de destaque, mas permanece atrás de grandes produtores como China, que responde por 16% da produção mundial, Estados Unidos, com 11%, e Índia, com 9%.

No comércio internacional, entretanto, o protagonismo brasileiro é ainda mais evidente. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram cerca de US$ 170 bilhões, representando aproximadamente 9% de todo o comércio agrícola global. O desempenho coloca o Brasil como o segundo maior exportador agropecuário do mundo e líder em diversas cadeias de commodities agrícolas.

Segurança alimentar reduz dependência entre países

De acordo com Jank, a ideia de um único país abastecendo o planeta não corresponde à realidade atual. A segurança alimentar é uma prioridade estratégica para as nações, que buscam manter elevada capacidade de produção interna para reduzir dependências externas.

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Atualmente, apenas 22% da produção agropecuária mundial é destinada ao comércio internacional. Os outros 78% permanecem nos países produtores para atender ao consumo doméstico.

No caso brasileiro, aproximadamente 60% da produção agrícola permanece no mercado interno, enquanto cerca de 40% é direcionada às exportações, considerando a produção convertida em equivalente calórico.

Esse cenário demonstra que a maior parte dos alimentos produzidos globalmente é consumida dentro das próprias fronteiras nacionais, reforçando a importância da autossuficiência alimentar.

Brasil complementa déficits globais de oferta

A China ilustra bem essa dinâmica. Apesar de ser o maior produtor, consumidor e importador de alimentos do mundo, o país importa cerca de 15% do que consome. A principal exceção é a soja, cuja dependência externa supera 80%.

Nesse contexto, o Brasil desempenha papel fundamental ao fornecer produtos agrícolas capazes de suprir desequilíbrios entre oferta e demanda em diferentes regiões do planeta. O país se destaca como fornecedor confiável de commodities em diversas cadeias agroindustriais, incluindo soja, milho, carnes, açúcar, café, algodão e celulose.

A combinação de escala produtiva, disponibilidade de recursos naturais e tecnologia tem permitido ao agronegócio brasileiro ampliar sua relevância estratégica nos mercados internacionais.

Presença brasileira está nos alimentos consumidos em mais de 190 países

Embora os consumidores estrangeiros raramente encontrem marcas brasileiras nas prateleiras dos supermercados, a participação do Brasil na alimentação mundial é muito maior do que aparenta.

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Mais de 190 países importam commodities produzidas no Brasil. Esses produtos são processados por indústrias locais e transformados em milhares de alimentos, bebidas e itens de consumo final comercializados em supermercados, restaurantes, hotéis, cafeterias, açougues e serviços de alimentação.

Na prática, ingredientes e matérias-primas brasileiras estão presentes em inúmeros produtos consumidos diariamente ao redor do mundo, mesmo quando sua origem não é identificada pelo consumidor final.

Brasil fortalece posição como pilar do abastecimento global

A análise reforça que o papel do Brasil transcende a imagem tradicional de fornecedor de matérias-primas agrícolas. O país ocupa posição central nas cadeias globais de abastecimento e contribui diretamente para a segurança alimentar de dezenas de mercados internacionais.

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Brasil se aproxima mais da definição de um dos principais pilares do “supermercado global” de alimentos do que da ideia de “celeiro do mundo”, uma vez que a produção destinada ao consumo interno continua sendo prioridade para a maioria das nações.

Com crescimento contínuo da produtividade, ampliação dos mercados compradores e fortalecimento da competitividade internacional, o agronegócio brasileiro segue consolidando sua influência no abastecimento alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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