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Novo equipamento flutuante para cultivo de ostras oferece maior flexibilidade e proteção

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Uma nova tecnologia destinada ao cultivo de ostras nativas promete revolucionar a malacocultura no Brasil. A Embrapa Tabuleiros Costeiros, localizada em Sergipe, desenvolveu uma mesa flutuante inovadora que permite o acesso às ostras independentemente da variação das marés e a realocação do equipamento para locais mais seguros quando necessário. Essa novidade, chamada Mesa Móvel Flutuante Realocável para o Cultivo de Ostras, ou Mesa Ostranne, também ajuda a proteger os moluscos de condições adversas como alta salinidade, fortes correntes e calor excessivo.

O equipamento foi projetado para facilitar o trabalho dos produtores e pode ser construído com materiais simples e de baixo custo, como tubos de aço galvanizado, CPVC ou PVC. Segundo os pesquisadores, a estrutura flutuante proporciona maiores taxas de crescimento e sobrevivência das ostras quando comparada a sistemas fixos. Estudos realizados em áreas de cultivo do Nordeste indicam que ostras cultivadas em mesas flutuantes apresentam melhores resultados, com taxas de sobrevivência significativamente mais altas do que aquelas cultivadas em estruturas fixas.

Jefferson Legat, pesquisador da Embrapa e responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, destaca que a mesa flutuante é resultado de anos de estudos e parcerias com instituições como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “O cultivo de ostras em sistemas flutuantes mostrou ser mais eficiente, pois mantém os moluscos em uma profundidade ideal, entre 20 cm e 30 cm, permitindo uma alimentação adequada e reduzindo a exposição ao ar e ao sol quente, que pode ser prejudicial às ostras”, explica.

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Angela Legat, outra pesquisadora envolvida no projeto, ressalta a importância da nova tecnologia para a malacocultura no Nordeste e Norte do Brasil. “O fato de ser um sistema móvel e flutuante proporciona aos produtores maior flexibilidade e segurança. Eles podem mover a estrutura para áreas menos perigosas, garantindo a saúde e a qualidade das ostras”, diz.

Adriano da Hora, um produtor de ostras em Brejo Grande, Sergipe, experimentou a nova tecnologia e afirma que ela trouxe melhorias significativas para sua produção. “Com a mesa flutuante, as ostras crescem mais e ficam mais redondas porque se alimentam melhor. É o melhor método de cultivo que já usamos aqui”, relata. Ele também destaca a importância do apoio e do compartilhamento de conhecimento por parte dos pesquisadores da Embrapa, que têm ajudado a melhorar a qualidade e a eficiência da produção de ostras na região.

A Mesa Ostranne foi lançada oficialmente pela Embrapa em 25 de abril, durante as comemorações de seu 51º aniversário, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Além de ser uma tecnologia inovadora para a produção de ostras, a Mesa Ostranne também é mais sustentável do ponto de vista ambiental. Moluscos bivalves, como as ostras, alimentam-se de microalgas, evitando a necessidade de rações e reduzindo a pegada ambiental da produção de proteína animal. A nova tecnologia, ao ser de fácil construção e custo acessível, representa um avanço importante para a malacocultura no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde ainda há desafios para a implementação de sistemas de cultivo mais competitivos e adaptados às condições tropicais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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