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Programa de logística reversa do tabaco coleta embalagens de agrotóxicos e encaminha para reciclagem

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O Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), destaca-se pelo recolhimento itinerante de embalagens de defensivos agrícolas. A ação pioneira, em operação há quase 25 anos, passará por 1.800 localidades rurais em 385 municípios de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, atendendo cerca de 108 mil produtores.

O programa é reforçado pelo Dia Nacional do Campo Limpo, celebrado em 18 de agosto, que promove reflexão sobre a sustentabilidade no setor agrícola e incentiva práticas de preservação ambiental.

Coleta itinerante facilita a devolução para os produtores

Um dos grandes diferenciais do programa é a possibilidade de os produtores entregarem as embalagens sem precisar se deslocar grandes distâncias. A iniciativa reforça a importância de devolver os recipientes limpos, secos e separados das tampas, garantindo a reciclagem correta.

Para isso, os produtores devem realizar a tríplice lavagem das embalagens — procedimento que consiste em adicionar água limpa três vezes, agitar e despejar o conteúdo no pulverizador —, perfurá-las e armazená-las em local adequado até a entrega à equipe do programa.

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“Assim, impede-se o descarte incorreto das embalagens, protegendo o meio ambiente e a segurança de quem vive no campo”, destaca Fernanda Viana Bender, coordenadora do programa.

Roteiros de coleta e cobertura geográfica

O roteiro atual do programa começou em 11 de agosto e segue até 23 de setembro, passando por quase 200 pontos em 19 municípios do Rio Grande do Sul, incluindo Bom Retiro do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, entre outros. O próximo roteiro contemplará municípios da região central do estado.

Produtores que participam da iniciativa recebem recibos impressos, essenciais para comprovar a devolução junto aos órgãos de fiscalização ambiental. O roteiro completo está disponível no site do SindiTabaco aqui.

Destinação das embalagens e reciclagem

Desde sua criação, em outubro de 2000, o programa já recebeu cerca de 21 milhões de embalagens, encaminhadas ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InPEV), responsável pelo Sistema Campo Limpo.

O sistema garante que 100% das embalagens rígidas sejam recicladas, transformadas em produtos plásticos, como insumos para a construção civil e novas embalagens para defensivos agrícolas. Apenas uma pequena parte não reciclável é destinada à incineração controlada.

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O Sistema Campo Limpo, de atuação nacional, foi responsável, em 2024, pela destinação correta de 68.589 toneladas de embalagens plásticas rígidas, flexíveis e metálicas, sendo 90% desse volume reciclado.

Dia Nacional do Campo Limpo incentiva sustentabilidade

O Dia Nacional do Campo Limpo, instituído pelo InPEV, visa conscientizar a sociedade sobre a preservação ambiental e a adoção de práticas sustentáveis no agronegócio. Celebrado em 18 de agosto, o evento reforça a importância de programas de logística reversa, como o de embalagens vazias de agrotóxicos, que antecede a legislação vigente, estabelecida pelo Decreto 4.074/2002.

De acordo com a lei, usuários de agrotóxicos devem devolver embalagens e tampas aos estabelecimentos comerciais onde foram adquiridas, observando instruções dos rótulos, no prazo de até um ano após a compra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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