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Alta qualidade sustenta preços do feijão no mercado brasileiro

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Cerca de 30 mil sacas foram oferecidas, mas apenas 5 mil foram vendidas. Essa baixa demanda contrasta com a busca por feijões de alta qualidade, que sustentaram os preços durante o período.

De acordo com Evandro Oliveira, analista e consultor da Safras & Mercado, mesmo com feijões de qualidade superior disponíveis, os valores oferecidos pelos compradores não atenderam às expectativas dos vendedores. Assim, feijões de qualidade mais alta mantiveram preços estáveis, enquanto produtos de menor qualidade enfrentaram baixa demanda e pressão sobre os preços.

“À medida que a semana avançava, a maioria dos feijões oferecidos foi absorvida pelo mercado, reduzindo os estoques disponíveis”, disse Oliveira. “No entanto, os negócios com grãos de qualidade superior enfrentaram resistência por parte dos vendedores, muitos corretores optaram por não expor suas ofertas, resultando em negociações mais discretas e pontuais.”

No final da semana, o mercado ficou praticamente inativo, com preços estáveis e variações conforme a região. Em São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, as cotações variaram entre R$ 180,00 e R$ 220,00 por saca, enquanto em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, os valores oscilaram entre R$ 200,00 e R$ 240,00 por saca.

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Oliveira observou que a baixa atividade do mercado reflete a cautela dos participantes, que aguardam uma possível retomada nas negociações à medida que as reposições no varejo acontecem. Ele destacou a valorização do feijão de qualidade superior, com uma diferença significativa de preço em relação aos produtos comerciais, evidenciando um segmento mais exigente e disposto a pagar mais pela qualidade.

Estabilidade no Mercado de Feijão Preto

O mercado de feijão preto permaneceu estável durante a semana, com preços entre R$ 250,00 e R$ 260,00 por saca no início do período. Cerca de 2 mil sacas foram oferecidas, com aproximadamente 500 sacas negociadas. Conforme Oliveira, as transações foram realizadas principalmente por compradores maiores, diretamente das lavouras, com perspectiva de movimentação após o pregão. A expectativa de aumento na oferta pode resultar em ajustes nos preços, indicando uma dinâmica de oferta e demanda em transformação.

As transações para o feijão preto geralmente ocorrem no pós-pregão, com base em amostras, na região do Brás. Os preços sugeridos na Bolsa mantiveram-se em torno de R$ 260,00 por saca, mas rumores indicavam que alguns corretores estavam pedindo até R$ 270,00 por saca na metade da semana. No final, os preços seguiram essa tendência, com vendas registradas entre R$ 260,00 e R$ 270,00 por saca para produtos nacionais e até R$ 280,00 por saca para o feijão argentino importado.

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As cotações variam conforme a região: em Ponta Grossa, no Paraná, os valores ficam entre R$ 200,00 e R$ 230,00 por saca, enquanto em Sobradinho, no Rio Grande do Sul, variam entre R$ 270,00 e R$ 310,00 por saca. Os preços se mantêm estáveis para o feijão nacional de boa qualidade, enquanto o produto importado argentino tem média de R$ 280,00 por saca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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