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Mercado de café ajusta preços em NY e Londres, mas foco continua na oferta global

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O mercado futuro de café arábica começou esta sexta-feira (26) com ajustes nos preços em Nova York, enquanto em Londres, após vários dias de altas significativas, o café robusta também operou com baixas pela manhã. A variação nos preços reflete uma correção, mas as preocupações com a oferta global de café ainda permanecem em evidência.

Apesar do ajuste nos valores, a atenção do mercado continua voltada para a oferta global. O cenário no Vietnã, um dos principais produtores de café robusta do mundo, está sendo monitorado de perto devido às condições climáticas e à possibilidade de impacto na produção. A expectativa é que essa preocupação continue ao longo do médio prazo.

Enquanto isso, no Brasil, os produtores de café arábica estão aproveitando o bom momento do mercado, com a chegada da safra fora de época, para realizar bons negócios.

Por volta das 08h10 (horário de Brasília), o contrato de café arábica para julho/24 apresentava queda de 360 pontos, sendo negociado a 224,50 cents/lbp. Para setembro/24, a queda era de 335 pontos, com cotação a 222,95 cents/lbp. Para dezembro/24, a baixa era de 330 pontos, chegando a 221,15 cents/lbp, enquanto para março/25, a queda foi de 320 pontos, valendo 220,40 cents/lbp.

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Em Londres, a queda nos contratos futuros do café robusta também foi significativa. O contrato para julho/24 caiu US$ 90 por tonelada, sendo negociado a US$ 4214. Para setembro/24, a baixa foi de US$ 90 por tonelada, chegando a US$ 4125. O contrato para novembro/24 recuou US$ 86 por tonelada, cotado a US$ 4017, e para janeiro/25, a queda foi de US$ 80 por tonelada, com cotação a US$ 3895.

O setor do café continuará atento às condições de oferta global e às flutuações de preço, enquanto o cenário no Vietnã e no Brasil se desenvolve nas próximas semanas e meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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