AGRONEGÓCIO

Minas Gerais comemora o Dia da Carne Suína

Publicado em

No dia 30 de abril, Minas Gerais celebra o Dia da Carne Suína Mineira, uma data instituída pela Assembleia Legislativa do Estado (ALMG) por meio da Lei 21.125, de 03 de janeiro de 2014. O objetivo é valorizar a cadeia produtiva da carne suína, destacando sua relevância econômica, social e cultural no Estado. Coincidentemente, essa data também marca o aniversário da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), que este ano completa 52 anos de atividade.

A carne suína é um elemento essencial na gastronomia mineira, presente tanto no cotidiano quanto em momentos de confraternização. Alguns dos pratos mais tradicionais e reconhecidos mundialmente usam essa proteína, como o torresmo, leitão à pururuca, costelinha com canjiquinha, lombo com tutu e barriga à pururuca. Esse legado gastronômico contribui para que Minas Gerais esteja no topo do ranking de consumo de carne suína no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, cada mineiro deve consumir em média 27,1 kg de carne suína per capita.

Leia Também:  As tecnologias e serviços exclusivos da Ceva Saúde Animal estarão à disposição dos participantes do 24º Simpósio Brasil Sul de Avicultura 2024

Além de ser um grande consumidor, Minas Gerais também é um importante produtor de carne suína. Conforme o IBGE, o Estado ocupa o quarto lugar na produção nacional, com destaque para regiões como Triângulo Mineiro, Vale do Piranga, Centro-Oeste Mineiro e Sul de Minas. Em 2023, foram comercializadas 5,3 milhões de toneladas de carne suína no Estado.

Para João Carlos Bretas Leite, presidente da ASEMG, Minas Gerais é um caso único no que diz respeito ao consumo e à qualidade da produção de carne suína. Ele afirma que é uma grande satisfação garantir uma proteína saudável, de preço justo e sabor inigualável para os consumidores mineiros. “É muito gratificante garantir proteína saudável, a preço justo e sabor inigualável na mesa dos mineiros e saber que ela faz parte do dia a dia e da história desse povo”, declarou.

Além de promover carne suína saudável e saborosa, a ASEMG também busca compartilhar dicas sobre as melhores formas de preparo. É por isso que, há alguns anos, a associação lançou o projeto “Cozinhando com a ASEMG”. Em abril, a quarta edição do projeto foi lançada, com o tema “Com Porco é Melhor”, apresentando receitas tradicionais da culinária brasileira, mas com carne de porco no lugar de outras proteínas. Receitas como strogonoff de carne de porco e salpicão de carne de porco são algumas das sugestões do projeto.

Leia Também:  Lula comemora reforma tributária e parabeniza Câmara dos Deputados

O presidente da ASEMG, João Carlos Bretas Leite, comentou que o projeto “Cozinhando com a ASEMG” vem trazendo novidades a cada edição, mostrando a versatilidade da carne suína. As receitas são disponibilizadas no Instagram da ASEMG (@asemg_mg), oferecendo alternativas fáceis e saborosas para a proteína suína.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Published

on

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia Também:  Crescimento da Fruticultura Irrigada no Nordeste Impulsiona Exportações e Qualidade de Produção
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia Também:  Preocupações com menor oferta global elevam preços do trigo em Chicago
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA