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Prevenindo prejuízos milionários: 10 dicas para evitar infestações de cigarrinhas nas lavouras de milho

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A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é um dos principais causadores do Complexo de Enfezamento, uma série de doenças que podem causar enormes prejuízos nas lavouras de milho. Segundo dados do Esquadrão de Combate à Cigarrinha, uma iniciativa da Bayer em parceria com a agtech SIMA, a incidência dessa praga aumentou em 280% nos primeiros meses de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Diante desse cenário preocupante, a Bayer compartilhou 10 dicas fundamentais para minimizar os danos causados por essa praga e melhorar a produtividade das lavouras de milho.

Pré-Plantio

1. Eliminar o Milho Voluntário (Tiguera ou Guaxo): As plantas de milho que crescem espontaneamente após a colheita servem como ponte verde para a cigarrinha e os agentes causadores do enfezamento. Eliminar essas plantas com herbicidas é essencial para interromper o ciclo de infecção.

2 Escolher Híbridos Resistentes: A escolha de híbridos com maior grau de tolerância ao complexo de enfezamento é uma estratégia crucial para lidar com a pressão das doenças. Além disso, sempre opte por sementes certificadas e de qualidade.

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Semeadura

3. Tratamento de Sementes: Tratar as sementes antes do plantio pode oferecer até 90% de eficácia contra cigarrinhas durante a semeadura, reduzindo a incidência da praga. Prefira tratamentos industriais para garantir a aplicação uniforme do ingrediente ativo.

4. Manter Distância de Lavouras Infectadas: A cigarrinha é uma praga altamente migratória, então manter uma distância segura de áreas infectadas ajuda a evitar a propagação da doença.

5. Respeitar a Janela de Plantio e Sincronização: Seguir as recomendações de plantio para cada híbrido e região ajuda a reduzir a migração de cigarrinhas e a tornar as estratégias de manejo mais eficazes.

6. Monitoramento Contínuo: Após a emergência do milho, é importante monitorar regularmente a lavoura para identificar a presença de cigarrinhas. O uso de inseticidas registrados deve ser iniciado assim que a praga for detectada.

7. Aplicação de Inseticidas Corretos: Para combater as cigarrinhas e suas ninfas, utilize inseticidas adequados. Aplicações sequenciais de produtos como Curbix® e Connect® são recomendadas para um controle eficaz.

Colheita e Pós-Colheita

8. Atenção Durante a Colheita: É essencial garantir que o milho esteja com a umidade ideal e que os equipamentos estejam devidamente regulados para minimizar a perda de espigas e grãos durante a colheita.

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9. Cuidados no Transporte dos Grãos: Certifique-se de que as carrocerias dos caminhões estejam vedadas e cobertas para evitar a perda de grãos no transporte, que pode contribuir para a disseminação das cigarrinhas.

10. Rotação de Cultivos: A rotação de culturas é uma prática essencial para evitar a proliferação de pragas e doenças. Evite a sucessão de milho sobre milho, pois isso facilita a sobrevivência dos patógenos e do vetor.

Ao seguir essas dicas, os produtores podem reduzir significativamente o risco de infestações de cigarrinhas e garantir uma lavoura de milho mais saudável e produtiva. Lembre-se sempre de procurar orientação de um engenheiro agrônomo e seguir as recomendações de aplicação dos defensivos agrícolas para garantir a eficácia e a segurança no manejo da cultura do milho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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