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Volume de embarques de açúcar nos portos brasileiros aumenta

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Isso é o que indica o levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil. Segundo o relatório, está programado o carregamento de 2,868 milhões de toneladas de açúcar, em comparação com 2,650 milhões da semana anterior. O Porto de Santos (SP) lidera com o maior volume a ser carregado (2,036 milhões de toneladas), seguido por Paranaguá, no Paraná (532.385 toneladas), Maceió, em Alagoas (150,793 mil toneladas), Santana, no Amapá (5,5 mil toneladas), São Sebastião, em São Paulo (53 mil toneladas) e Recife, em Pernambuco (71.080 toneladas).

A carga de açúcar destinada à exportação inclui a variedade VHP (2,795 milhões de toneladas), TBC (30.500 toneladas), Refinado A45 (24 mil toneladas) e VHP em sacas (equivalente a 19 mil toneladas). O relatório da agência considera as embarcações já ancoradas, aquelas aguardando atracação e as com previsão de chegada até 19 de maio.

Conab Anuncia Novo Recorde na Produção de Cana-de-Açúcar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu quarto levantamento sobre a safra de cana 2023/2024, registrando um novo recorde na produção brasileira de cana-de-açúcar, alcançando 713,2 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 16,8% em relação ao ciclo anterior. A área colhida também apresentou um leve crescimento de 0,5%, estimada em 8,33 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio teve um aumento de 16,2%, atingindo 85.580 kg/ha.

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As condições climáticas favoráveis e os investimentos no setor contribuíram para esse resultado, especialmente na região Centro-Sul do país. No Sudeste, que concentra a maior produção de cana, houve um aumento de 21% no volume colhido em comparação com a safra anterior, totalizando 469 milhões de toneladas. A área colhida reduziu 0,6%, enquanto a produtividade média aumentou, alcançando 91.987 kg/ha, graças às melhores condições climáticas e aos investimentos na renovação das lavouras.

O aumento na produção de cana também se reflete no aumento da fabricação dos subprodutos. Com um mercado favorável ao açúcar, a maior parte da cana foi destinada à produção do adoçante, estimada em 45,68 milhões de toneladas, representando um aumento de 24,1% em relação à safra passada e estabelecendo um novo recorde na série histórica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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