AGRONEGÓCIO

SIA fecha parceria com Embrapa Pecuária Sul para capacitação técnica

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Uma parceria entre a SIA Brasil e a Embrapa Pecuária Sul para capacitação técnica começou a ser construída. O objetivo tem como foco qualificar a atuação dos consultores da empresa junto aos produtores rurais da região. A formalização deste convênio entre a consultoria e o órgão deve ser celebrada em Lavras do Sul (RS), durante a próxima edição do Universo Pecuária.

Para o sócio fundador e diretor da SIA, Davi Teixeira, esta parceria representa uma troca muito significativa que é a Embrapa prover capacitação técnica, dispor as suas tecnologias para uma empresa privada de consultoria que tem um corpo técnico atuando no campo junto aos produtores rurais fazendo assistência, consultoria e projetos. “E essa equipe técnica da SIA poder devolver para a Embrapa o feedback de quem é o usuário principal dessas tecnologias que são os produtores rurais”, destaca.

Teixeira reforça que esta será uma cooperação de dois anos, pelo menos no primeiro ciclo, em que terá uma programação de treinamentos, capacitação e disponibilização de tecnologias da Embrapa para a equipe técnica da SIA. “A gente deposita uma energia muito grande, uma expectativa muito positiva nesta parceria da SIA com a Embrapa, pensando que isso pode somar e contribuir bastante para o desenvolvimento do agronegócio sustentável do Rio Grande do Sul em um primeiro momento”, observa.

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Em julho, um novo encontro deve definir um conjunto de indicadores para ser utilizado como ferramenta de abordagem sistêmica, além da discussão de tecnologias prioritárias. Também deverão ser definidas a escolha de propriedades que funcionarão como Unidades de Referência de forma a aprimorar a construção e monitoramento de indicadores de sustentabilidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA Brasil)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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