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Indonésia aumenta importações de trigo à medida que a seca reduz a oferta de grãos para ração

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As importações de trigo para a Indonésia, o terceiro maior comprador mundial do grão, deverão aumentar pelo menos 10% em 2024, face aos cerca de 10,87 milhões de toneladas do ano passado, de acordo com comerciantes de cereais baseados em Singapura.

“Os moageiros da Indonésia têm comprado maiores volumes de trigo principalmente da região do Mar Negro”, disse um trader de uma casa internacional baseado em Singapura. “Parte do trigo é de qualidade inferior e espera-se que seja utilizado na alimentação animal”.

Importadores indonésios assinaram contratos para comprar cerca de 300 mil toneladas métricas de trigo de qualidade inferior nas últimas semanas, principalmente da Ucrânia e da Rússia, a 260-270 dólares por tonelada, incluindo custo e frete, para embarque de fevereiro a março, disseram traders.

“Esses acordos são para embarques imediatos”, disse um segundo trader em Cingapura, ressaltando a urgência de enviar cargas em meio à escassez de oferta de grãos para ração.

“Para a farinha, os compradores indonésios geralmente assinam acordos com dois a três meses de antecedência. Estas remessas destinam-se à indústria de rações, uma vez que os preços locais do milho são mais do dobro do preço do trigo importado”, disse o comerciante.

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O milho produzido localmente está atualmente cotado entre US$ 550 e US$ 600 por tonelada métrica, em comparação com o trigo importado para ração, com preço entre US$ 260 e US$ 270 a tonelada, disseram traders.

O site de monitoramento de preços da Agência Nacional de Alimentos mostrou que os preços médios do milho para os criadores de frangos na segunda-feira eram de 8.700 rupias (0,5566 dólares) por quilograma, cerca de 47% mais altos do que há um ano.

“Isso se deve ao El Nino e à seca prolongada que ocorreu no segundo semestre de 2023, que atrasou o plantio de milho”, disse Desianto Budi Utomo, presidente da Associação Indonésia de Fábricas de Rações.

“Estima-se que a produção de milho no primeiro trimestre de 2024 não seria ideal para atender à demanda das fábricas de rações”.

COMPRA DE MILHO

Os preços do milho estão mais de 70% acima dos níveis de referência do governo, o que provavelmente fará subir os preços dos ovos e do frango.

Alguns pequenos agricultores começaram a abater aves, disseram as autoridades, o que poderá restringir o fornecimento de aves antes do festival sagrado muçulmano do Ramadão, em Março.

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Na segunda-feira, a Indonésia designou a empresa de compras Bulog para importar 500 mil toneladas de milho para abastecer as fábricas de rações, num esforço para baixar os preços, embora os comerciantes tenham afirmado que é pouco provável que isso reduza as compras de trigo, dado o elevado nível dos preços das rações.

A maior procura indonésia de trigo importado surge num contexto de amplas ofertas globais, com o índice de referência Wv1 de Chicago a cair mais de 10% em 2024 e em território negativo pelo segundo ano consecutivo.

A produção de milho da Indonésia deverá aumentar 8,3%, para 14,58 milhões de toneladas em 2024, segundo autoridades, depois que a seca do ano passado reduziu a produção em 12,5%, de 16,53 milhões de toneladas em 2022.

A Indonésia controla rigorosamente as importações de milho para proteger os agricultores, enquanto os embarques de trigo são permitidos de forma mais livre à medida que o país satisfaz a procura de farinha através de importações.

($ 1 = 15.630.0000 rupias)

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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