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Cautela do comprador dita ritmo lento no mercado interno de algodão

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Na última semana, o mercado interno de algodão viu um comportamento mais cauteloso por parte dos compradores, resultando em negociações lentas entre produtores e indústria, conforme relatado pela Safras Consultoria.

Variações de Preço

O preço do algodão no CIF de São Paulo registrou cerca de R$ 3,99 por libra-peso, indicando uma leve queda de 0,25% em comparação com os dias anteriores. No porto FOB de Santos, o preço do algodão encerrou em 75,92 centavos de dólar, frente aos 76,36 centavos de dólar do dia anterior e aos 76,60 centavos de dólar da semana passada. O prêmio pago pelo algodão brasileiro em relação ao contrato Julho/24 na ICE US ficou negativo em 9,33 centavos/libra-peso, contra -9,65 centavos/libra-peso na quinta-feira (04).

Análise do USDA

O relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve as estimativas de produção de algodão para a temporada 2023/24 em 12,1 milhões de fardos, enquanto a safra 2022/23 foi reportada em 14,47 milhões de fardos. As exportações e o consumo interno também mantiveram projeções estáveis.

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Projeções Globais

Globalmente, o USDA estimou a produção global de algodão em 112,92 milhões de fardos para a temporada 2023/24, com exportações previstas em 43,97 milhões de fardos e consumo mundial estimado em 112,82 milhões de fardos. Os estoques finais foram projetados em 83,08 milhões de fardos, com uma leve queda em relação ao relatório anterior.

Perspectivas Regionais

As previsões destacam que a China deve colher 27,5 milhões de fardos na temporada 2023/24, enquanto a produção indiana está estimada em 25,5 milhões de fardos. O Brasil mantém a projeção de safra em 14,56 milhões de fardos para o mesmo período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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