AGRONEGÓCIO

Maior fabricante nacional de agroquímicos completa 70 anos

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Em 1954, o Brasil tinha, segundo o IBGE, 57 milhões de habitantes, dos quais 2,8 milhões viviam no Paraná. O café era uma das grandes fontes de riqueza. Só no Paraná, eram mais de 560 mil hectares e uma produção de mais de 340 mil toneladas. Foi nesse cenário que um jovem empreendedor chamado Osmar Amaral fundou a Nortox, no dia 14 de abril, no município de Apucarana. A empresa nasceu com apenas um produto no catálogo, destinado a combater a broca que ameaçava os cafezais.

Ao completar 70 anos, a Nortox, hoje com a sua sede no distrito de Aricanduva, município de Arapongas (PR), é o maior fabricante nacional de agroquímicos e também a única empresa brasileira do agro atuando em três plataformas de negócios (defensivos, micro fertilizantes granulados e sementes híbridas de milho e sorgo). “A Nortox tem uma trajetória que se caracteriza por andar sempre ao lado do agricultor, com um time de campo altamente qualificado e uma estrutura na retaguarda que garante produtos e serviços de altíssima qualidade”, afirma o diretor administrativo Roberto Amaral.

O DNA da empresa continua sendo o agroquímico e cada setor vem contribuindo para que ela esteja na vanguarda, garantindo soluções competitivas e seguras para o agricultor. “A grande contribuição da área comercial nos últimos anos foi a de formar um portfólio de produtos exclusivos, como o fungicida Scudeiro e o herbicida Arkeiro, lançados recentemente e muito bem recebidos pelo mercado”, afirma João Marcos Ferrari, diretor comercial. Os dois produtos tiveram eficácia comprovada em mais de 20 instituições de pesquisa do Brasil, nas consultorias e nos ensaios cooperativos. “A Nortox não vende ativo. Ela vende a solução para o agricultor. Dentro desse princípio, nós testamos todas as possíveis combinações para chegar ao melhor produto”, acrescenta Ferrari

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A inovação também está no DNA da Nortox. A empresa inovou, por exemplo, quando ainda na década de 70 iniciou e dominou a síntese de Trifluralina no Brasil. E também na década de 80 quando quebrou a patente de síntese e produziu o herbicida Glifosato no país, reduzindo custo e concorrendo de forma direta para viabilizar o plantio direto. As inovações não pararam. Ao lançar a Akcelo, por exemplo, a Nortox foi uma das primeiras do segmento a apostar numa plataforma que permite ao usuário cadastrado acessar o portfólio completo da empresa, tudo 100% online e 24 horas por dia.

SUSTENTABILIDADE

Em matéria de sustentabilidade, a Nortox também é referência no seu segmento. Somente em 2023, a empresa deixou de utilizar cerca de 1.300 toneladas de óleo BPF (derivado de petróleo) para utilizar cerca de 11.500 metros cúbicos de madeira de reflorestamento, suprindo assim a necessidade atual de produção de vapor. Além desta substituição ser mais viável economicamente, ela tem o benefício de ser uma fonte renovável e sustentável. Essa utilização de madeira pela Nortox, substituindo o óleo BPF, foi possível através da produção de madeira de reflorestamento assegurada pela sua investida, a Cedro Vermelho Agroflorestal Ltda, que detém cerca de 427 ha de áreas sob gestão destinadas ao cultivo de eucaliptos e cedro australiano.

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A Nortox também patrocina projetos socioambientais como o Olho D’Água, uma parceria com as cooperativas Cocari (de Mandaguari/PR) e Coopercitrus (Bebedouro/SP) que já restaurou mais de 1.200 nascentes. O projeto recebeu o selo do Instituto Chico Mendes e foi premiado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Também patrocina o Projeto Escola de Velas (Florianópolis/SC), o Projeto Crescer (Arapongas/PR), a Orquestra de Jovens de Nova Mutum (MT) e a Equipe de Futsal de Apucarana (PR), beneficiando mais de 1.500 crianças e jovens com educação, esporte e cultura.

“Nortox. Ontem, hoje e sempre na agricultura do amanhã”. Esse é o tema da campanha de comunicação da empresa para este ano. “É o momento de refletirmos sobre os caminhos que nos trouxeram até aqui e também sobre os novos desafios e o papel que a Nortox ocupa hoje no mercado”, afirma Lucas Morais, coordenador de Marketing – Comunicação.

Seu Osmar partiu no dia 08 de outubro de 2020, aos 95 anos. Convidado certa vez a fazer um balanço sobre a sua trajetória à frente da Nortox, ele assim resumiu: “O sentimento é um só: o dever cumprido”. Seu legado é até hoje a grande inspiração para a Equipe Nortox seguir firme na busca permanente da superação.

Fonte: Pauta Pronta

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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