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Preços do arroz mantêm-se firmes devido ao atraso na colheita e oferta limitada

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Ao longo desta semana, o mercado brasileiro de arroz enfrentou uma movimentação limitada, com os preços permanecendo estáveis. Esta estabilidade reflete a cautela dos participantes do mercado diante das incertezas climáticas persistentes.

Atraso na Colheita e Preocupações com a Oferta

O analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, apontou que um dos principais fatores de preocupação foi a irregularidade climática no Sul do país. As chuvas de granizo na região central do Rio Grande do Sul, por exemplo, causaram danos às plantações, retardando a colheita. Esta situação se agrava devido ao atraso das plantações, já prejudicadas por adversidades climáticas anteriores.

Preocupações Futuras

O fenômeno El Niño levou alguns engenhos em Santa Catarina a adquirirem grandes volumes de arroz para suprir a demanda até o final do ano, aumentando a preocupação com a oferta futura. A previsão de novas chuvas na região aumenta o risco de perdas adicionais, especialmente porque muitas lavouras ainda estão em estágio vulnerável.

Interesse do Mercado

Apesar do interesse das tradings impulsionado pela valorização do dólar, as transações no mercado interno e exportações foram limitadas devido à falta de atratividade dos preços e aos prazos de pagamento desfavoráveis.

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Cenário de Preços

Na região de São Borja (RS), os preços variam entre R$ 95,00 e R$ 104,00 por saca de 50 quilos, enquanto no Maranhão, oscilam entre R$ 96,00 e R$ 118,00 por saca de 60 quilos. No mercado internacional, os preços do arroz beneficiado nos principais países produtores apresentaram queda, com o Paraguai cotado em torno de US$ 590 por tonelada FOB, Uruguai em US$ 690 por tonelada FOB, e Argentina entre US$ 660 e US$ 670 por tonelada FOB.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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