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Algum alívio ao mercado de commodities

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Além disso, revisões altistas para o PIB global e a expansão da atividade industrial nas principais regiões do mundo indicam que o consumo de commodities este ano poderá ser maior do que o inicialmente esperado.

Os estímulos provenientes da China também devem ajudar e o país poderá surpreender em 2024, uma vez que Pequim se mostra mais disposta a usar os instrumentos necessários para alcançar um crescimento superior a 5%.

No entanto, esse alívio sobre as commodities, que estão bastante pressionadas pelo ambiente monetário restritivo, poderá encontrar algumas limitações diante do elevado déficit público americano

As commodities representam uma das classes de ativos fundamentais na economia, influenciadas pelas dinâmicas de oferta e demanda do mercado e suscetíveis às volatilidades dos eventos macroeconômicos. É o que aborda o novo relatório da hEDGEpoint Global Markets.

“Nesse sentido, nos últimos meses assistimos um cenário baixista para as commodities em meio um dólar bastante apreciado e uma política monetária restritiva bastante intensa nas principais economias do mundo objetivando combater a inflação”, diz Victor Arduin, analista de Macroeconomia da hEDGEpoint.

Apesar de alguns riscos ainda persistirem no mercado, há sinais que trazem maior otimismo para as cotações em 2024. Estímulos provenientes da China, revisões mais positivas para o PIB global, preocupações geopolíticas e uma possível aterrisagem suave na maior economia do mundo são alguns exemplos que favorecem uma visão mais positiva para esses ativos.

“Portanto, nosso relatório se concentrará em discutir os fatores que estão proporcionando algum alívio ao mercado de commodities”, observa.

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PIB global mostra melhora no final do primeiro trimestre do ano

O evento mais aguardado deste ano é sem dúvidas o começo da flexibilização da política monetária restritiva nos EUA. Embora alguns dados tenham trazido um aumento da aversão ao risco, o último PCE, uma métrica mais utilizada pelo Fed, apresentou alta de 0,3% em fevereiro, abaixo da estimativa de 0,4% do mercado. Assim, variação anual subiu de 2,4% para 2,5%.

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“Caso dados do mercado de trabalho sigam mostrando moderação, temos um cenário mais benigno para redução da taxa de juros do país atualmente no intervalo de 5,50% -5,25%. Ao que tudo indica, o banco central americano será capaz de alcançar um “pouso suave”, isto é, convergir a inflação à meta sem causar uma recessão, o que talvez seria o pior cenário para o mercado de commodities, porém com chances bastante baixas no momento”, explica.

Ademais, revisões otimistas para o PIB, com destaque para o FMI com projeção de 3,2%, e PMIs da manufatura nos EUA e na China acima de 50 (o que indica expansão), animam o mercado com a perspectiva de que haverá mais consumo de matérias-primas do que inicialmente esperado.

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“Analisando as commodities energéticas, observamos uma acumulação de riscos de oferta em várias formas. Algumas como dificuldades enfrentadas por navios ao utilizar o Canal de Suez, ataques de drones ucranianos em refinarias russas, estoques baixos nos EUA, resultando em cracks dos derivados do petróleo maiores, além de prêmios mais elevados refletindo as tensões geopolíticas no Oriente Médio”, destaca.

Ainda segundo Victor, “ao olharmos para as commodities metálicas e de grãos, os estímulos vindos da China são uma boa notícia, principalmente após o país reduzir sua Loan Prime Rate de 5 anos em 25 pontos – base para 3,95%, o que demonstra que Pequim está disposta a usar instrumento sem seu poder para promover um crescimento superior a 5% este ano no país”.

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Além disso, ao analisarmos o cenário atual, um ativo que tem se beneficiado desse ambiente de maior risco geopolítico e cortes de juros é o ouro, um ativo que também tem função de reserva de valor e acumula alta de aproximadamente 10% em2024 (+US$194/onça).

No entanto, é importante ressaltar que, apesar da redução das taxas de juros ser um fundamento para enfraquecer o dólar, o déficit público dos EUA permitirá a revalorização da moeda americana, por conta dos yields mais altos.

“Portanto, os eventos atuais trazem alívio às commodities, mas outros fundamentos devem limitar ganhos, como um dólar ainda fortalecido e a lenta recuperação econômica mundial, em especial na Europa”, conclui.

Resumo, os eventos recentes favorecem uma apreciação das commodities, especialmente com o corte de juros que virá mais cedo ou mais tarde nos Estados Unidos, reduzindo o custo de estocagem e estimulando a demanda. As revisões altistas para o PIB mundial, assim como a expansão da atividade industrial, também são bons sinais de que o consumo crescerá em 2024. Além disso, ao analisar os ativos do setor energético, os riscos geopolíticos estão favorecendo o petróleo e seus derivados.

No entanto, alguns fatores devem contribuir para limitar os ganhos das commodities, como o elevado déficit público nos EUA, que deverá promover prêmios mais altos para o tesouro americano e dar suporte para uma reapreciação do dólar.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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