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Setor vitivinícola do RS será o primeiro projeto de localg.a.p do Brasil

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Produtores rurais, vinícolas e indústrias de processamento de uva estão na etapa final de auditorias para avaliação de conformidade do localg.a.p, protocolo inicial de boas práticas agrícolas do GLOBALG.A.P, uma das certificações mais reconhecidas em nível mundial para o setor primário. No Rio Grande do Sul, o trabalho de implantação e boas práticas agrícolas iniciou em 2014 com o PAS Uva – Programa Alimento Seguro Uva para Processamento. Mais de 1.000 propriedades rurais foram atendidas. Em 2022, ao realizar um estudo comparativo com o localg.a.p, foi verificada uma equivalência técnica de requisitos, o que motivou o setor a realizar alguns ajustes de material e metodologia para passar a atender o protocolo. Um passo fundamental para o setor, alinhando-se às normas internacionais e demonstrando busca por inovação em processos. Esta será a primeira avaliação de conformidade do localg.a.p. do país e, muito provavelmente, uma das mais representativas da América Latina, devido ao número de produtores, empresas e instituições envolvidas.

A etapa seguinte, iniciada em 2023, foi de treinamento. Das 1.000 propriedades rurais capacitadas inicialmente, 500 foram selecionadas para receber consultorias de adequação. Como a forma de avaliação de conformidade escolhida funciona pela modalidade de grupo, as empresas e cooperativas que mobilizaram seus fornecedores também passaram por um processo de qualificação de equipe e estruturação de seus sistemas de gestão da qualidade para localg.a.p. As empresas Tecnovin, Naturasuc, Golden Sucos e as cooperativas Pradense, Garibaldi, Aurora, Nova Aliança, São João e Paraíso, que estão participando da iniciativa, desempenharam um papel fundamental nesta reestruturação.

De acordo com Janine Basso Lisbôa, consultora que atua na gestão e articulação do programa, este trabalho sempre foi desenvolvido, funciona e está evoluindo porque tem o envolvimento de muitas mãos. Nesta fase de transição ao localg.a.p, o sucesso da iniciativa não teria sido possível sem o envolvimento de diversas entidades. O Sebrae-RS desempenhou papel crucial na gestão do projeto, com recursos provenientes do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e da multinacional UPL, especializada em produtos químicos e biológicos. O Consevitis-RS, por meio de convênio de cooperação técnica e financeira com o Sebrae, apoiou a iniciativa através de recursos da parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Rio Grande do Sul.

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“Este projeto tem uma importância muito grande para a organização e a qualificação dos processos nas propriedades. O Consevitis-RS, em conjunto com parceiros, tem buscado investir esforços e recursos para garantir a qualificação e a certificação destes processos, demonstrando a excelente qualidade da uva, dos sucos, vinhos e espumantes e garantindo as boas práticas necessárias por parte dos produtores, das indústrias e das cooperativas”, avalia o presidente do Consevitis-RS, Luciano Rebellatto.

Auditorias – Outra evolução importante do programa, é a realização das auditorias por uma certificadora. Agora na fase final, as inspeções foram conduzidas pela certificadora Qima/WQS para verificação do SGQs (sistema de gestão da qualidade) e de uma amostra dos produtores rurais por grupo. Os principais pontos avaliados incluem avaliação de análises de riscos por propriedade, caderno de campo, armazenamento de agrotóxicos, qualidade e cuidados com a água, inspeção e manutenção de pulverizadores, uso de EPI, treinamento de trabalhadores e demais procedimentos para garantir a segurança ambiental, dos trabalhadores e do produto final.

Felipe Corso, produtor de uvas na cidade de Antônio Prado, na Serra gaúcha, avalia de forma positiva a participação no processo: “Fui convidado pela cooperativa há cerca de dois anos para participar do Programa Pas Uva. No começo a gente fica com receio de fazer mudanças, da burocracia. Mas acabei me engajando, fazendo o que era solicitado e percebi que vale a pena. Organização nunca faz mal para ninguém”.

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A expectativa é de que, em abril, seis empresas e cooperativas e seus grupos de produtores, totalizando em torno de 200 propriedades rurais, obtenham suas cartas de conformidade, encerrando com êxito essa primeira etapa e consolidando o local g.a.p como uma realidade no Brasil. A partir deste piloto, a expectativa é continuar com a parceria, apoiando o setor na implantação das boas práticas agrícolas para atender os requisitos do protocolo localg.a.p nos demais produtores de uva para processamento, garantindo a evolução da cadeia produtiva. “Assim, esperamos estabelecer padrões para uma produção agrícola sustentável, segura e de qualidade”, reforça Angélica Louvani Brandalise, gestora do projeto no Sebrae RS.

Sobre o Consevitis-RS

O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) atua no apoio, difusão e financiamento de demandas relacionadas à produção de uvas, vinhos, sucos de uva e demais produtos derivados no âmbito agrícola, produtivo, técnico, promocional, cultural, ambiental, jurídico e institucional. O instituto também está envolvido em programas de ensino, pesquisa, extensão e inovação, visando ao constante desenvolvimento e aprimoramento do setor vitivinícola.

Fonte: Consevitis-RS | Assessoria de Imprensa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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