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UFLA é referência em modernização da produção de leite em Minas Gerais

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O Estado de Minas Gerais produz atualmente 27,34% da produção nacional de leite, tendo a maior participação entre os Estados. Nesse contexto de representatividade da pecuária leiteira, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) iniciou as atividades do Centro de Ensino Pesquisa e Extensão em Bovinocultura Leiteira (Cepe/Leite), localizado na Fazenda Palmital, tornando-se a única instituição pública a ter o sistema no País, uma estrutura para rebanhos leiteiros que alia tecnologia e investimento em bem-estar animal.

O Cepe Leite é um laboratório multiusuário que foi inaugurado em 2020, mas entrou em funcionamento em novembro de 2023, após processos de licitação e adequação da rede elétrica, hidráulica, entre outras. O local possui um free stall moderno, com um conjunto de 20 cochos com mensuração de consumo. A professora da Faculdade de Zootecnia e Medicina Veterinária da UFLA (FZMV) Marina de Arruda Camargo Danes, coordenadora da Fazenda Palmital, explica que a nova instalação foi toda planejada para proporcionar um maior bem-estar animal e contribuir com o ensino, a pesquisa e a extensão de diversos cursos da UFLA. “Pensando na bovinocultura moderna, esse novo Free Stall vai trabalhar com um sistema de muita automação de coleta de dados, usando a internet das coisas para integrar esses dados e ajudar a desenvolver ferramentas de tomadas de decisão. Aqui vai ser possível fazer pesquisas em diversas áreas do conhecimento e treinar e capacitar os estudantes de graduação e pós-graduação, funcionários e promover dias de campo, uma vez que o sistema de ordenha robotizada está crescendo no Brasil e nós somos a primeira instituição pública a ter um sistema desses no País”, comemora.

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O Free Stall é um tipo de instalação utilizada para confinamento de vacas leiteiras em todo o mundo. Nele, os animais possuem camas individuais, normalmente de areia ou serragem, corredores de acesso e pistas de trato. “Nosso antigo curral foi construído nas normas de 40 anos atrás, o que, para a época, também foi uma inovação. Atualmente, o Free Stall que temos é totalmente automatizado, permitindo a individualização dos animais para mensuração do consumo de água e de trato. Todas as vacas são identificadas por chip, sabemos quanto cada uma delas come, quanto tomam de água, quantos litros de leite produzem. Recebemos esses dados ao longo do dia e isso contribui e muito com as pesquisas em diferentes temáticas, como nutrição do gado, economia, instalações, ordenha robótica, entre outros”, explica o professor da FZMV Marcos Neves Pereira.

Ganhando espaço nas fazendas de gado leiteiro, o sistema de ordenha robotizada está crescendo no mundo e no Brasil, principalmente no sul do País. O sistema utilizado pela UFLA é o único em uma instituição federal e foi adquirido por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Nesse sistema, a própria vaca escolhe o momento para a ordenha e entra sozinha na máquina que realiza, por robô, a ordenha, enquanto o animal ingere sua dieta personalizada. A tecnologia traz vantagens ao produtor e ao animal, como comenta o professor Marcos. “Em uma ordenha robotizada é a vaca quem decide a hora que ela quer tirar o leite, o que contribui para o fluxo de atividades dos trabalhos da equipe envolvida e melhora o bem-estar animal, já que ele mesmo decide se quer comer, deitar ou ordenhar.

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O professor explica que é mais uma opção para fazendas pequenas, apesar de que existem fazendas grandes com mais de mil vacas, duas mil vacas, com ordenha robótica. “Para nós, da UFLA, ter esse equipamento permite aos nossos estudantes de graduação a possibilidade de, ao se formarem, estarem aptos a trabalhar em fazendas com esses dispositivos, ou com consultorias na área, além de contribuir com a pesquisa científica, permitindo-nos publicar em bons periódicos, por gerar estudos de qualidade. A Fazenda Palmital está aberta à visitação agendada do público interessado em conhecer essa nova forma de produção”, finaliza.

Fonte: Comunicação UFLA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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