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Março fecha com os preços da gasolina e do etanol estáveis no País, aponta Edenred Ticket Log

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De acordo com a última análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, o valor médio do litro da gasolina fechou março a R$ 5,91, com tendência de estabilidade em relação a primeira quinzena do mês, quando encerrou com a mesma média.

Na análise regional, aumentos no preço da gasolina foram identificados no Nordeste, onde a média fechou março a R$ 6,01, após aumento de 0,33%, o mais expressivo do País. Na Região Norte o combustível aumentou 0,16% e foi comercializado a R$ 6,32, maior valor médio entre as regiões. As demais comercializaram o combustível com queda de 0,17%, ante a quinzena anterior.

No recorte por Estado, no Amazonas a gasolina foi encontrada a R$ 6,26, com o aumento mais expressivo entre os estados, de 1,79%. Já a gasolina mais cara foi identificada no Acre, a R$ 6,77. O recuo mais significativo no preço da gasolina, de 0,65%, foi registrado nas bombas de abastecimento do Rio Grande do Norte, onde a média fechou o período a R$ 6,08. Já São Paulo comercializou o litro do combustível mais barato do País, a R$ 5,72.

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“Quando comparado com fevereiro, a tendência de estabilidade se mantém, tanto para a gasolina, que registrou um recuo de 0,2% em relação ao mês anterior, quanto para o etanol, que teve aumento de 0,5%. Recuos nos preços dos combustíveis foram identificados em grande parte do País, com exceção da Região Nordeste, onde as altas foram mais evidentes que as reduções”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Assim como a gasolina, o preço do etanol também se manteve estável no fechamento de março e foi encontrado a R$ 3,75, mesma média registrada na primeira quinzena do mês. A Região Nordeste se destacou no ranking do maior aumento para o etanol, de 0,93%, que fechou com o litro a R$ 4,34. Além de apresentar o maior preço médio do País para o combustível, de R$ 4,49, a Região Norte também registrou o segundo maior aumento em relação à quinzena anterior, de 0,22%. As demais regiões registraram estabilidade ou queda no preço.

Na análise por Estado, Pernambuco comercializou o litro do etanol a R$ 4,33, com o maior aumento de todo o País, 2,36%. Porém, o maior preço médio foi identificado em Roraima, a R$ 5,01. O Mato Grosso registrou a queda mais expressiva para o etanol, de 0,57%, e o menor preço médio de todo o território nacional (R$ 3,47).

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“Além de ser considerado economicamente mais vantajoso para abastecimento na maior parte do País, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste, o etanol é ecologicamente mais interessante por ser um combustível que contribui para uma mobilidade de baixo carbono”, conclui Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

Fonte: RPMA COMUNICAÇÂO

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

IBS no agronegócio: nova tributação redefine processos fiscais e pressiona eficiência operacional no setor

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Agronegócio entra em nova fase com impacto direto da reforma tributária

O agronegócio brasileiro, que encerrou 2025 com participação de 25,13% no PIB nacional e movimentação estimada em R$ 3,2 trilhões, segundo dados do Cepea/CNA, passa a enfrentar um novo desafio estrutural com a regulamentação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Mais do que uma mudança de siglas, o novo modelo tributário exige reorganização completa de processos fiscais, tecnológicos e operacionais em toda a cadeia produtiva — do campo à exportação.

Para especialistas, o impacto vai além da área contábil e atinge diretamente a gestão de dados, o fluxo de caixa e a governança das operações rurais.

IBS muda lógica tributária e amplia exigência de controle fiscal

O IBS foi criado no âmbito da reforma tributária do consumo e substituirá o ICMS e o ISS, funcionando de forma integrada à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), tributo federal que substitui PIS e Cofins.

O modelo segue a lógica do IVA dual e incide sobre operações com bens e serviços ao longo de toda a cadeia produtiva, incluindo:

Insumos agrícolas

  • Transporte e armazenagem
  • Industrialização
  • Comercialização
  • Arrendamento e cessão de direitos
  • Prestação de serviços no campo

Segundo Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária no agronegócio e CFO da consultoria Palin & Martins, o conceito de operação tributável foi ampliado.

“O IBS altera a lógica de leitura das operações. No agro, onde a cadeia é longa e fragmentada, qualquer inconsistência fiscal pode afetar crédito, apuração e fluxo de caixa”, explica.

Fim dos incentivos estaduais muda competitividade no setor

Com a unificação das regras tributárias e o fim gradual da guerra fiscal entre estados, os incentivos de ICMS deixam de ser o principal fator de competitividade.

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Na prática, a disputa entre estados por atração de investimentos perde força, e a eficiência operacional passa a ser determinante.

“O diferencial deixa de estar no incentivo fiscal e passa a depender da eficiência operacional, da gestão de custos e da qualidade da informação fiscal”, afirma Altair.

Tributação no destino altera dinâmica logística e fiscal

Uma das mudanças mais relevantes do IBS é a adoção da tributação no destino. Isso significa que o imposto será recolhido no local onde ocorre o consumo final do bem ou serviço, e não mais na origem.

No agronegócio, isso impacta diretamente operações interestaduais e cadeias com múltiplos agentes.

Exemplo prático:

Uma revenda de sementes localizada em um estado pode vender o produto para outro e realizar a entrega em uma terceira localidade. Com o IBS, a tributação será vinculada ao destino final da entrega.

“O produtor pode comprar em um estado, vender para outro e entregar em um terceiro. O destino final passa a definir a tributação, exigindo precisão total nos dados fiscais”, destaca o especialista.

Cadeias longas aumentam risco de inconsistência fiscal

O agronegócio é um dos setores mais complexos do ponto de vista tributário devido à extensão da cadeia produtiva, que pode envolver:

  • Produtor rural
  • Cooperativas
  • Transportadoras
  • Armazéns
  • Agroindústrias
  • Exportadores

Com o IBS, cresce a necessidade de rastreabilidade completa das operações.

“O imposto exige coerência entre o que foi comprado, transportado e entregue. Qualquer divergência pode gerar bloqueio de crédito ou erro na apuração”, explica Altair.

Atualmente, o setor já enfrenta altos índices de inconsistência fiscal. Estimativas apontam que mais de 70% das empresas apresentam erros em documentos fiscais, como NCM e CFOP, comprometendo créditos tributários.

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Empresas terão de modernizar sistemas e processos internos

A adaptação ao IBS exigirá mudanças estruturais em tecnologia e governança fiscal. Entre as principais adequações estão:

  • Atualização de ERPs
  • Revisão de cadastros de clientes e fornecedores
  • Parametrização fiscal detalhada
  • Adequação de contratos comerciais
  • Integração entre áreas contábil, fiscal e logística

Informações como local de entrega, tipo de operação e classificação fiscal passam a influenciar diretamente o cálculo do imposto.

“Não é apenas uma mudança tributária, é uma mudança de gestão. Quem não revisar cadastro e sistema corre risco de pagar imposto errado ou perder crédito legítimo”, alerta o especialista.

Crédito tributário dependerá de qualidade da informação

O IBS mantém o princípio da não cumulatividade, permitindo a compensação de créditos ao longo da cadeia produtiva. No entanto, o aproveitamento desses créditos dependerá de documentação correta e integração total das informações fiscais.

“O crédito depende de documento válido, operação correta e registro consistente. Se qualquer etapa falhar, o impacto aparece diretamente no fluxo de caixa”, afirma Altair.

Transição exige planejamento imediato no agronegócio

A recomendação de especialistas é que as empresas iniciem imediatamente a revisão de seus processos fiscais e operacionais.

Segundo Altair Heitor, organizações que se anteciparem terão vantagem competitiva na transição.

“O IBS pode trazer mais previsibilidade tributária, mas isso só se concretiza com controle rigoroso de dados, processos e contratos”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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