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Programa Verde Novo entrega 500 mudas de árvores na Corrida Pedestre do Senhor Bom Jesus de Cuiabá

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O Programa Verde Novo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), idealizado pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam) de Cuiabá, entregou, no domingo (31 de março), 500 mudas de árvores à população e atletas da 35ª Edição da ‘Corrida Pedestre do Senhor Bom Jesus de Cuiabá’.
 
Na tenda do Verde Novo foram disponibilizadas variedade de mudas frutíferas: amora, pitomba, pitanga, limão, ata, açaí, tamarindo e acerola. Além dessas, também teve opções de espécies nativas: pata-de-vaca, ipê amarelo, ipê branco, ipê roxo e ipê rosa.
 
O atleta PCD (pessoa com deficiência) em cadeira de rodas, Daniel Nascimento, levou para casa sete mudas de árvores. Ele destacou que essa ação do Poder Judiciário em promover projetos na esfera ambiental “é importante para estruturar e preservar a natureza” proporcionando maior qualidade de vida e bem-estar à população.
 
Outro competidor que também levou três mudas de árvores para plantar no quintal de casa foi o Luiz Paulo da Silva Pontes. Conforme o atleta, o plantio de mudas vai garantir “um ambiente mais verde. Ter árvore em casa é um excelente espaço para descanso, além de proporcionar frutos para consumo”. Ele finalizou destacando que a iniciativa do TJMT na criação do ‘Programa Verde Novo’ está de “parabéns em trazer essas mudas para dentro de uma corrida e entregar mudas à população”.
 
 
O Juvam do TJMT realiza o ‘Programa Verde Novo’ em parceria com diversas entidades com foco na arborização de espaços públicos, como praças, ruas e avenidas de Cuiabá. Nesta ação, os cidadãos são convidados a acompanhar e participar deste importante projeto que busca resgatar o título de cidade verde.
 
A Corrida Pedestre Senhor Bom Jesus de Cuiabá é uma tradicional competição de rua que reúne atletas profissionais e amadores para percorrer o trajeto de 10 quilômetros, saindo da pista de atletismo do Complexo Esportivo Dom Aquino e passando por outras conhecidas vias da cidade, Av. Beira Rio sentido Coxipó, Av. Tancredo Neves e outras. A prova oferece premiação aos cincos primeiros lugares de cada categoria com troféus, premiação em dinheiro e além de medalhas para todos os participantes que concluírem o trajeto.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto 1: O atleta está em pé, sorrindo e segurando três saquinhos de mudas de árvores. Ele é um homem branco de cabelos grisalhos curto e usa uma camiseta de cor verde e carrega pendurado no seu pescoço uma medalha. Foto 2: Mostra o atleta PCD de cadeira de rodas. Ele é um homem jovem de pele negra, usa uma camiseta e boné preto, está sorrindo e segura uma muda de planta na mão direita. Foto 3: Atleta está em pé, segurando três mudas de árvores. Ele é um homem negro e usa uma camisa regata de cor azul.
 
Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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