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Produtor das Matas de Minas é um dos vencedores nacionais do 33º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso

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O Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso chega à sua 33ª edição e revela os produtores e as regiões brasileiras que estão em evidência no saboroso universo da illycaffè, empresa reconhecida por oferecer o melhor café sustentável ao mundo.

O grande destaque da noite vai para o Estado de Minas Gerais, de onde saíram os três grandes vencedores da edição, entre eles o produtor Matheus Lopes Sanglard, das Matas de Minas. Com propriedade em Araponga, Matheus tem participado assiduamente da premiação com suas amostras e já foi finalista algumas vezes em outras edições.

Os outros dois mineiros vencedores desta edição foram: Flávio da Costa Figueredo (Sul de Minas) e Décio Bruxel (Cerrado Mineiro). Os três ganham uma viagem ao exterior para participar do 9º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, que reúne em disputa os 27 cafeicultores selecionados de 9 países que fornecem grãos para o exclusivo blend illy.

Durante a premiação foram também revelados os produtores vencedores nacionais que ficaram em 2º lugar em suas regiões e os ganhadores do Prêmio Classificador do Ano, cujo objetivo é reconhecer o esforço e dedicação dos classificadores na busca constante pelo café sustentável de qualidade. E neste ano, o segundo lugar das Matas de Minas ficou com o produtor de Araponga, Raimundo Dimas Santana conhecido por suas conquistas em outras edições e pelo primeiro lugar conquistado em 2017 e 2019. Em 2023 ficou novamente entre os vencedores, conquistando o segundo lugar nacional e foi para Nova York receber seu prêmio durante a cerimônia do 8º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy. A região também se detacou no Prêmio Classificador do Ano, com o segundo lugar conquistado por Edenilson de Oliveira Cabral, das Matas Estate Coffee, de Viçosa.

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Reforçando seu apoio às práticas ambientais sustentáveis que fazem parte de seu estatuto como empresa B Corp e comprometida em mitigar os efeitos das mudanças climáticas em toda a cadeia de fornecimento, começando pelo cultivo do café, a illycaffè promove o modelo sustentável de agricultura regenerativa, que permite regenerar naturalmente o solo e reduzir as emissões de CO2. Referência em cultura e excelência do café, a illy compra diretamente dos produtores, em um processo de sustentabilidade econômica, social e ambiental que percorre toda a cadeia de abastecimento, de acordo com o protocolo Sustainable Procurement Process da DNV e com os objetivos dos ODS das Nações Unidas.

A cerimônia realizada em São Paulo contou com as presenças do presidente da illycaffè, Andrea Illy e da diretora de Ética, Anna Illy. Os vencedores foram selecionados pela Comissão Julgadora do Prêmio, composta por especialistas que analisaram as 760 amostras inscritas das principais regiões produtoras de café arábica do país.

A premiação, que teve início em dezembro de 1991, ficou conhecida por mudar para sempre o rumo da produção cafeeira no país. Uma iniciativa pioneira que já reconheceu mais de mil e quinhentos cafeicultores brasileiros e entregou mais de R$ 8 milhões em prêmios. Um projeto que atravessou fronteiras e inspirou o Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, levando o conceito de qualidade, bem-estar e sustentabilidade propostos pela illycaffè a vários cantos do mundo. O café brasileiro está entre os seletos grãos do único e exclusivo blend illy, que é degustado diariamente em 8 milhões de xícaras de café servidas em mais de 140 países ao redor do mundo.

  • Raimundo Dimas Santana, de Araponga
  • Prêmio Ernesto Illy – Regional:
    • A categoria regional avalia 10 regiões e nesta edição sete regiões foram premiadas:
    • Cerrado Mineiro
      • 1º colocado – Décio Bruxel
      • 2º colocado – Eduardo Pinheiro Campos
    • Chapada de Minas
      • 1ª colocada – Maria Cacilda Cester Arroyo
      • 2º colocado – Luis Manuel Fachada Martins da Silva
    • Matas de Minas
      • 1º colocado – Matheus Lopes Sanglard
      • 2º colocado – Raimundo Dimas Santana
    • Sul de Minas
      • 1º colocado – Flavio da Costa Figueredo
      • 2º colocado – Renato Assis Moreira
    • Centro Oeste
      • 1º colocado – Marcio José Gremonesi
      • 2º colocado – Gelci Zancanaro
    • São Paulo
      • 1ª colocada – Agropecuária da Pedra
      • 2º colocado – João de Deus Tranquillini
    • Sul
      • 1º colocado – Luiz Roberto Saldanha Rodrigues
      • Prêmio Ernesto Illy – Classificador do Ano:
      • 1º colocado – Luiz Evandro Ribeiro (Sul de Minas)
      • 2º colocado – Edenilson de Oliveira Cabral (Matas de Minas)
      • 3º colocado – Ricardo Nogueira Coelho (Cerrado Mineiro)
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Fonte: ADS Comunicação Corporativa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil busca reverter histórico de subinvestimento e impulsiona expansão ferroviária com novos aportes

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O Brasil inicia um novo ciclo de investimentos no setor ferroviário, impulsionado pela Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, anunciada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025. A iniciativa prevê a realização de novos leilões e investimentos que podem ultrapassar R$ 140 bilhões em 2026, com potencial de movimentar cerca de R$ 600 bilhões ao longo do ano. O objetivo é ampliar a malha ferroviária e retomar projetos estruturantes, em um movimento considerado inédito nas últimas décadas.

Expansão ferroviária busca reduzir dependência do transporte rodoviário

Atualmente, entre 60% e 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, segundo dados de 2024 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Diante desse cenário, a nova política ferroviária busca reduzir a dependência do modal rodoviário e ampliar a participação das ferrovias na matriz logística nacional.

A estratégia também prioriza maior integração entre diferentes modais de transporte, com foco em ganhos de eficiência, competitividade e equilíbrio estrutural no escoamento de cargas.

Histórico explica atraso do setor ferroviário no Brasil

Para o presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), Antonio Luiz Leite, a compreensão do histórico do setor é fundamental para entender os desafios atuais.

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Segundo ele, o enfraquecimento das ferrovias está relacionado à mudança do modelo de desenvolvimento a partir da década de 1950, quando o país passou a priorizar o transporte rodoviário, impulsionado pela industrialização e pela expansão da indústria automobilística.

Redução da malha e mudança de prioridade na matriz de transporte

Até meados do século XX, o Brasil contava com cerca de 30 mil quilômetros de malha ferroviária, utilizada principalmente no escoamento do café e no transporte de passageiros.

Com o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek (1956–1961), houve uma reorientação da política de transportes, com forte expansão das rodovias e incentivo à indústria automobilística. Esse movimento reduziu os investimentos em ferrovias, resultando na deterioração da malha, desativação de trechos e perda gradual de competitividade ao longo das décadas seguintes.

Problemas estruturais agravaram a eficiência do sistema ferroviário

De acordo com Antonio Luiz Leite, fatores estruturais também contribuíram para o enfraquecimento do setor. Entre eles estão a falta de padronização técnica — especialmente em relação às bitolas —, a gestão fragmentada e as limitações operacionais da Rede Ferroviária Federal, criada em 1957.

Nos anos 1990, o processo de concessões concentrou o uso das ferrovias no transporte de commodities, o que restringiu a diversificação e reduziu a integração com outras cadeias logísticas.

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Privatizações dos anos 1990 deixaram lacunas no transporte de passageiros

A privatização das ferrovias iniciada na década de 1990 também teve impacto relevante no setor, especialmente no transporte de passageiros. A ausência de obrigações contratuais para esse segmento, somada à desativação de linhas históricas, reduziu alternativas de mobilidade no país.

Além disso, os altos custos necessários para reativação dessas linhas ainda representam um desafio para a retomada do serviço ferroviário de passageiros.

Novo ciclo exige planejamento de longo prazo e integração logística

Para a Fundação Memória do Transporte, o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade importante para o setor, mas ainda depende de planejamento estruturado e visão de longo prazo.

Antonio Luiz Leite destaca que decisões estruturais moldam a eficiência logística por décadas. Segundo ele, a reconstrução consistente do modal ferroviário no Brasil exige integração entre os modais, ampliação do transporte de carga geral por ferrovias e um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos sustentáveis e duradouros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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